sábado, 16 de março de 2013

Dream boy




Chris Ogle

O soldado - conto gay


Entrei na estação e avancei calmamente para a linha onde costumava apanhar o meu comboio, encostei-me ao pilar habitual, pensando que seria a última vez que o faria… acabara o meu curso em Lisboa e não voltaria a andar de comboio àquelas horas da noite, correndo os riscos que corria há mais de um ano. Àquela hora as estações estavam mais ou menos desertas e o comboio da ponte levava meia dúzia de pessoas, iam carruagens inteiras vazias e já se ouvira falar de assaltos mais que uma vez.

Eu tinha dinheiro suficiente para levar o carro, mas não estava para isso, não era só a gasolina e a ponte, eu não estava para pagar uma fortuna de parque de estacionamento, por isso o bilhete de comboio saía mais barato, não tanto como se poderia esperar, mas mesmo assim era mais barato… chegando a Coina pegava no carro e ia para casa tranquilamente. Saía mais económico e era muito menos stressante, detestava andar de carro em Lisboa à sexta-feira… assim não tinha problemas.

            Acendi o cigarro no exato momento em que o soldado das sextas-feiras apareceu no topo das escadas e chegou à plataforma. Viu-me imediatamente e é claro que me reconheceu, notei perfeitamente esse olhar de reconhecimento. Era a sexta ou sétima vez que eu encontrava o tipo… seria a última, devia ser a única coisa de que teria pena de perder… o tipo era muito atraente.

            É claro que não sabia o seu nome, nem nada disso, era um soldado do sul que costumava apanhar o comboio à mesma hora que eu… quase todas as sextas-feiras o encontrava, com o saco, apanhando o comboio da ponte… eu saía na Coina e ele seguia para sul.

            Ele só reparara em mim na segunda vez que nos encontráramos mas, daí em diante, houvera uma troca de olhares que se tornara cada vez mais frequente… na última sexta-feira, mesmo estando acompanhado por um camarada, olhara-me várias vezes... já não surpreendido, como até ali, mas parecendo curioso. Olhara-me de uma forma discreta, para o camarada não perceber, mas mantivera-me permanentemente controlado e mantivera-se atento… cada vez que o olhava, ele sentia e olhava-me também.

            Era um tipo alto, devia ter mais de 1,80, parecia ser bem constituído e tinha um rosto vulgar mas bonito, isto apesar do ar sempre sério.

            Desta vez estava sozinho.

            Avançou um pouco na minha direcção, mas parou a meia dúzia de metros… lançou o saco para o chão e encostou-se à grade que rodeava o acesso das escadas. Olhou-me, sentou-se no saco e voltou a olhar-me… o meu coração disparou e tive imensa pena de não ser como certos amigos meus que eram descarados com qualquer gajo que lhe interessasse.

            Tinha a certeza que ele percebera que eu era gay, não tenho muitos tiques, mas sei que dá para ver. De qualquer forma eu não tinha a ousadia para me meter com ele… ou teria? Afinal era a última vez que o iria ver, o que é que interessavam as consequências? Quando muito chamava-me ‘paneleiro’ e mandava-me à merda…

            Notei que ele nunca me olhara tantas vezes como agora, mas também eu não conseguia desviar o olhar, ele parecia-me cada vez mais atraente e eu sentia-me cada vez mais miserável por ser um ‘enconado’ e não conseguir pensar em nada para meter conversa com ele. Tinha o coração a bater a um ritmo louco, em stress e irritado por não me ocorrer nada para lhe dizer, mas quase parou no segundo seguinte.

            Podia ter tido um enfarte quando o vi levantar-se e vir ter comigo… não sou médico, mas mudanças bruscas de batimento cardíaco não podem fazer bem… parou à minha frente e sorriu-me… era giríssimo!

            - Dás-me um cigarro?

            - Sim, claro! – balbuciei atrapalhado, procurando o tabaco nos bolsos

            - Não precisas estar nervoso… não te vou assaltar!

            - Eu sei! – engoli em seco, sentindo as pernas fraquejar – não é por isso!

            - Também achei que não! – sorriu pela primeira vez, de olhos fixos nos meus enquanto tirava um cigarro – tens lume?

            - Sim, claro! – repeti engolindo em seco outra vez

            Percebi que era alentejano, a maneira de falar era inconfundível.

            O tipo era um pouco mais alto que eu e devia ter vinte e tal anos. Bem constituído, bonito, com o cabelo  alourado, curto, à militar, era muito, muito atraente.

            Peguei no isqueiro pensando em estender-lho, mas ele curvou-se sobre mim, de cigarro na boca… fui eu que lhe acendi o cigarro.

            - Obrigado!

            - Foi um prazer! – respondi depois de me conseguir acalmar um pouco

            Ele tornou a sorrir, inspirando o fumo, mas conseguiu apenas dar mais duas passas… o nosso comboio estava a chegar.

            Senti-o atrás de mim, quando entrei e senti passos seguyindo-me enquanto subia a escada para o piso superiorr… sentei-me numa das zonas mais escondidas do comboio com o coração a bater a um ritmo louco e vi-o parado à minha frente, a olhar-me…

            - Posso-me sentar aqui?

            Com tantos lugares vagos, como poderia querer sentar-se no mesmo banco que eu? O meu coração quase parou novamente… achei que seria uma sorte se conseguisse sobreviver à viagem.

            - Sim claro! – senti-me um gravador e com vocabulário limitado, mas estava mesmo perturbado com ele

            O tipo voltou a sorrir e atirou o saco para o chão sentando-se à minha frente e esticando as pernas até ficarem no meio das minhas.

            - És tu bocado tímido, não és? Queres que vá para outro lugar?

            - Não, não! – balbuciei imediatamente, fazendo-o sorrir mais ainda

            - Menos mal… sais em Coina, não é?

            - É! – senti o seu tornozelo a tocar na minha perna

- Tens namorada?

            - Não!

            - Namorado?

            - Também não! – tenho perfeita consciência que me fiz vermelho, ainda mais por o sentir a roçar a sua perna na minha novamente

            - Eu acabei com a minha no fim-de-semana passado… achas normal teres o teu namorado uma semana fechado num quartel e quando ele chega a casa, em vez de lhe dares atenção especial, só queres sair com amigos?

            - Não acho nada normal! – já estendera as minhas pernas também e agora estavam a tocar nas dele de uma forma constante

            - Eu também não achei… por isso é que acabei com ela… mas agora ainda é pior, não tenho namorada nem estou lá tempo suficiente para arranjar outra!

            - Duvido que te custe arranjar alguém! – consegui dizer

            - Achas que não? Achas que é assim tão fácil arranjar uma gaja que nos dê atenção especial?

            - Para ti acho que sim!

            - Posso-me sentar aí? – apontou para o lugar vazio ao meu lado

            - Claro! – estremeci

            Ele riu-se.

            - Dizes ‘claro’ a qualquer gajo que se meta contigo, ou é só a mim?

            O meu cérebro patinou durante um segundo, mas só havia uma resposta possível…

            - A ti digo!

            Levantou-se e sentou-se ao meu lado, apoiando a perna fletida no seu banco, mas colada à minha… aquela posição fez com que as calças de elástico destapassem um pouco da sua perna, relevando, na parte acima das botas, um bocado de pele coberto de pelos louros… quando o voltei a encarar, ele sorria, seguira o meu olhar e, se tivera alguma dúvida até ao momento, deve ter-lhe passado.

            - Afinal és menos tímido do que eu pensei!

            Senti imenso calor na cara.

            Estávamos a chegar à estação mais movimentada da zona sul e ele sentou-se direito, mas continuando com a perna colada à minha.

            - Sou mais tímido ao primeiro contacto, depois vou perdendo a timidez! – respondi aborrecido por terem entrado duas velhotas… por sorte foram para a outra ponta da carruagem!

            - Ah é? – voltara a por o pé no chão, movendo a sua perna lentamente para roça-la na minha – boa… eu prefiro assim!

            - Preferes?

            - Claro! – riu-se por dizer a minha palavra – gosto de gente direta e não gosto nada de perder tempo!

            - Eu também gosto disso!

            - Ah é? E gostas mesmo ou estás só a dizer isso por dizer?

            - Gosto mesmo!

            - Então vou-te fazer uma pergunta direta… sou eu que estou a fazer filmes ou tu és mesmo bicha?

            Engoli em seco. .

            - Eu não gosto muito dessa expressão!

            - Então de que expressão é que gostas? - o seu olhar era intenso e parecia sugar os meus pensamentos

            - Eu sou gay!

            Sorriu.

            - Certo! – disse calmamente – então sempre é verdade… é que eu tive a impressão que gostaste de mim, enganei-me?

            - Não… eu acho-te muito atraente! – confessei directamente também

            - Boa! – voltou a sorrir – é que não tenho ninguém há duas semanas e ando com uma tusa infernal…

            - Imagino!

            - Não imaginas não! Nunca toquei num gajo, mas há sempre uma primeira vez para tudo… gostas de pau?

            Dizendo isto agarrou-me na mão e levou-a à parte da frente das suas calças, fazendo-a sentir o volume que eu já tinha conseguido ver.

            - Adoro! – respondi continuando a massajá-lo mesmo depois de ele me ter largado a mão

            - Isso… passa a mão devagar!

Esticou-se mais ao ponto de ficar quase deitado… assim dava para nos sentirmos melhor um ao outro.

            - Costumo bater uma depois de Alcáçer, quando o comboio já está vazio, mas assim é muito melhor!

            Dizendo isto desapertou o cinto e as calças… nem precisou dizer nada, meti a mão lá dentro, sentindo as cuecas molhadas… era um bom sinal, era sinal de que estava excitado e estava a gostar. Meti a mão dentro das cuecas e agarrei finalmente um belo rolo de carne que estava completamente duro… tirei-lho para fora e continuei a massajar-lho lentamente. Ele fechou os olhos por um momento.

            - Gostas de fazer broches? – perguntou

            - Adoro… mas já não há tempo… saio a seguir!

            - Foda-se! – exclamou olhando para a rua

            - Se quiseres sair um bocado e apanhar o próximo… faço-te um! – disse num acesso de descaramento

            - Só tenho dinheiro à conta para o próximo bilhete, não posso comprar outro daqui até Setúbal!

            Estávamos a entrar na estação… ele tapou-se e voltou a abotoar-se.

- Se quiseres sair eu pago-te o outro bilhete! – respondi

            - E fazes-me um broche?

            - Sim!

            - Foda-se… eu estou fardado, não posso ser apanhado numa casa de banho com um gajo!

            - Eu tenho carro… aqui há zona de pinhal, podemos ir lá!

            - E posso confiar em ti? – ele estava indeciso

            - Juro-te… anda lá comigo! – pedi tentando não parecer desesperado

            - E fazes-me uma mamada?

            - Faço o que tu quiseres! – respondi levantando-me – vem lá!

            Estava a começar a descer as escadas para sair quando ele se decidiu… agarrou no saco e desceu atrás de mim. Seguiu-me pela estação e foi ver quando era o próximo comboio… era dali a 45 minutos.

            - Não dá para ir para muito longe! – disse

            - Não é preciso!

            Eu deixara o carro relativamente perto e chegámos lá depressa… estava numa zona do parque quase deserta. Ele entrou no carro comigo e atirou o saco para o banco de trás, antes de recuar o banco dele e olhar à sua volta. O parque já estava quase vazio e as últimas pessoas que também tinham carro ali já estavam a sair… agora aquilo iria estar deserto até chegar o próximo comboio, teríamos completa privacidade.

            Depois de se convencer que não havia ninguém à nossa volta, voltou a encarar-me… sorriu…

            - Queres chupar-me?

            - Muito! – foi a minha resposta passando a mão na parte da frente das suas calças

            Ele voltou a abri-las e a sacar o seu belo sexo para fora.

            - Adoro o teu pau! – lancei levantando os olhos do belo rolo de carne que agarrara… depois disso mergulhei sobre o seu colo e envolvi-lho com a minha boca

            Bastaram segundos para voltar a ficar completamente duro e comecei a sorve-lo com vontade, já andava com falta daquela sensação… ele estava um pouco tenso ao início, mas senti-o a descontrair e o seu corpo a relaxar enquanto o seu pau endurecia… pouco depois estava a gemer e a gostar.

            - Isso! – arfou quando rodei a minha boca sobre a cabeça – foda-se, tu mamas melhor que a minha ex!

            Encorajado, acelerei e sorvi com toda a força que consegui… ele reagiu imediatamente a isso.

            - Isso… foda-se! – soltou um grito abafado levando a mão à minha cabeça para a segurar e fazendo ele o movimento de entrar e sair na minha boca – chupa com força… isso…

            Eu estava com o cuidado de não o deixar entrar demais, mas aguentei bem o ritmo e o aumento da velocidade enquanto ele quis, até me fazer parar e olhar para ele… via-se que estava super excitado…

            - Foda-se, meu… quero-te foder o cu… deixas?

            - Claro!

            Ele riu-se, parecendo divertido.

            - Nem sei porque é que perguntei?

            - Eu não sou capaz de dizer que não a um gajo que me dá a tusa que tu dás! – ri também

            - Boa!

            Minutos depois, eu estava de joelhos no banco do carro, abraçado às costas, com as calças pelos joelhos e ele estava atrás de mim, na mesma posição. Tínhamos discutido a falta de preservativo, mas ele acabara por descobrir um no saco… logo depois senti-o a invadir-me lentamente, recuando um pouco para tornar a entrar mais… uma, duas, três vezes… cada vez mais fundo e mais depressa… quando finalmente alarguei o suficiente para ele se mover à vontade, foi a minha vez de começar a gemer sem me conseguir conter.

            - Estás a gozar, caralho? – murmurou-me ao ouvido

            - Estou! – gemi

- Era isto que querias?

            - Era…

            - Também eu, foda-se! – gemeu acelerando ainda mais, arfando com a rapidez do movimento e quase me fazendo gritar com o gozo que me proporcionou… só se ouvia a nossa respiração, gemidos e o som dos seus testículos a baterem contra mim – eu adoro foder!

            - Também eu… ainda mais com alguém que sabe bem o que faz!

Ele acabou por parar passado um minuto, completamente dentro de mim, movendo-se lentamente como que a explorar-me. Não contive um gemido de gozo.

            - Eu sei o que faço? - arfou - sou uma boa foda?

- És fantástico!

            - Também tu, meu! – murmurou-me ao ouvido – eu nem acredito no gozo que estou a ter enfiado no cu de um gajo… é mesmo bom!

            - Nunca se sabe até se provar!

            - Eu adoro mesmo!

            - Então força… eu só tenho o cu para te oferecer, mas é todo teu…

            - Ótimo!

            Até ali tivera o corpo contra o meu, pressionando-me contra o banco do carro, fazendo ele os movimentos para se mover dentro de mim. Agora recuou, descansando agarrado ao banco, puxando-me para trás com ele e fazendo-me a mim cavalgar.

            - Isso! – gemeu – gostas assim?

            - Gosto de todas as maneiras! – suspirei deliciado

            - Ótimo!

            Ele era mesmo bom naquilo… melhor que muitos gays com quem eu já estivera… atento, cuidadoso, quando eu começava a sentir que estava seco, ele sentia o mesmo e colocava mais saliva, voltando a conseguir deslisar melhor.

            Umas vezes entrava até eu não conseguir aguentar mais e apenas se movia muito lentamente dentro de mim, outras vezes recuava quase até sair e movia-se rapidamente só na entrada, outras ainda, saia completamente, voltando a forçar a entrada, uma e outra vez, quase me fazendo gritar de prazer.

            - Ah gostas assim? – senti-o rir quando o fez pela primeira vez

            - Eu já vi que contigo gosto de todas as maneiras! – gemi

            Repetiu o que tinha feito mais vez e avançou até ao fundo de mim. Foi impossível evitar um grito abafado. Senti-o empurrar-me novamente contra o banco e senti-o acelerar…

            - Não aguento mais, foda-se! – exclamou

            Manteve o ritmo rápido durante um minuto, pressionando o seu corpo contra o meu, apertando-me contra o banco… ouvi a sua respiração acelerada, os seus gemidos de gozo e, pouco depois, forçou-se ainda mais fundo, parando e soltando um grunhido de prazer…

            - Foda-se, meu… foda-se….

            Senti-o estremecer contra mim, parando finalmente.

            Acabou por se retirar e recuar. Quando o encarei estava de braços apoiados no tablier do carro, ainda a tentar controlar a respiração e com um sorriso nos lábios.

            - Bela foda! – foi o seu comentário

            - Foi fantástico! – concordei

            - Gostaste mesmo?

            - Estás a brincar? Foste fantástico!

            Ele riu-se tirando o preservativo.

            - Nunca tinha montado um gajo!

            Sorri.

            - Não é a mesma coisa, mas não é assim tão diferente…

            - Eu gostei! – disse – ainda bem que resolvi sair… já vou consolado…

            - E eu… já estava a precisar de um homem a sério….

            Foi a vez dele sorrir.

            - Sabes fazer um gajo sentir-se bem…

            - A ideia era essa… queria que tivesses gostado tanto como eu!

            - Não sei… mas gostei mesmo muito! Que horas são?

            Sobressaltei-me quando olhei para o relógio do carro. Ele olhara para o pulso ao mesmo tempo.

            - Foda-se! – exclamou dando um salto também… o comboio era dali a 2 minutos

            Puxamos as calças rapidamente… eu nem apertei as minhas, arranquei logo, com ele a abotoar-se aos trambolhões. O comboio já estava na estação. Fui diretamente para a entrada, parando numa zona reservada aos transportes públicos, mas ele estava a atravessar as portas da estação quando o comboio arrancou.

            - Foda-se! – exclamou atirando o saco para o chão

            - Desculpa! – disse sem saber mais o que comentar – a que horas é o próximo?

            - Não chego a tempo… quando chegar a Setúbal, já partiu o último de lá… puta que pariu! Depois só às cinco da manhã… fodi-me… vou passar a noite na estação de setúbal!

            - Podes ir mais tarde? – perguntei – mais tarde que as cinco da manhã?

            Olhou-me surpreendido.

            - Porquê?

            - Se quiseres podes ficar comigo… amanhã venho-te cá trazer…

            - Contigo… em tua casa?

            - Se quiseres…

            - Moras sozinho?

            - Moro!

            Encostou-se ao carro, de braços cruzados, fixando-me nos olhos.

            - E queres que fique contigo?

            - Eu adorava…

            Sorriu um pouco.

            - Vais-me compensar por ter pedido o comboio?

            - Se deixares…

            Virou-me as costas para pegar no saco e atirou-o para o banco de trás. Sentou-se e fechou a porta.

            - Vamos embora! – disse começando a apertar o cinto

            Contornei o carro a correr.

 
            Tive um fim-de-semana absolutamente fantástico porque ele só saiu de minha casa na segunda-feira de manhã para voltar a Lisboa.

Bom dia!

Jakub Stefano, um jovem modelo da Europa de Leste...

sexta-feira, 15 de março de 2013

Delicious...



Daniel Garofali - sexy as hell



Um 'rústico' delicioso - conto gay


            Sempre considerara super exageradas as pessoas que diziam que começavam a trepar às paredes se estivessem algum tempo sem fazer sexo. Achava a ideia simplesmente ridícula, convencido que essas pessoas eram umas taradas ou então que se queriam exibir tentando parecer alguns portentos sexuais.

Por mim sempre estivera convencido que aguentaria o tempo que fosse necessário, mas isso acontecera apenas enquanto conseguira ter sexo mais ou menos regular e nunca tivera muito tempo sem ter alguém.

            Descobria agora, com 28 anos, que era tudo perfeitamente possível. Eu estava a entrar na fase em que faria sexo com a primeira pessoa que me convidasse para ir para a cama. Não sou tarado sexual, simplesmente estava a entrar no terceiro mês sem ter ninguém e isso era demasiado para qualquer um, mesmo para mim que sou a pessoa mais forte e controlada que conheço; o que é facto é que a masturbação já não era suficiente para aliviar os meus apetites.

            Precisava desesperadamente de conhecer alguém. Estou convencido que, mais importante que fazer sexo, era ter um corpo quente na minha cama, precisava sentir uns braços a envolver-me, ter umas pernas entrelaçadas nas minhas, sentir uma respiração ao meu lado. É verdade que precisava ser amado, ter alguém com quem partilhar a minha vida, com quem passar os fins-de-semana, as férias e, principalmente, as noites… mas a quem estou a tentar enganar? O que disse agora é válido apenas para a maior parte do tempo… na verdade havia momentos em que eu me sentia verdadeiramente desesperado e aquilo de que precisava era de sexo… puro e duro.

            Com o fim de uma relação de sete anos, era impossível que os amigos pudessem preencher as partes que estavam vazias, e não me refiro só à parte sexual, há tantas outras. Os amigos não conseguem substituir a pessoa que amamos, ou que amámos. Torna-se ainda mais difícil quando se trata de uma pessoa como o meu ex-namorado, um tipo que tinha tudo o que se poderia desejar num companheiro. Enfim, quase tudo.

            Infelizmente ser-se bonito e ter um bom corpo não é suficiente e, como ser fiel era para mim uma característica fundamental num relacionamento, o facto de o ter apanhado na cama com outro tipo foi o suficiente para “lhe pôr uns patins” e o mandar passear; eu sou incapaz de manter uma relação a partir do momento em que perco a confiança na pessoa que está comigo.

            Mas já é altura de me apresentar. Meu nome é André Figueiredo e sou um jovem professor. Considero-me um sujeito simpático, sem grandes dificuldades de sociabilidade e acho que sou atraente pela minha forma de ser e de estar, mas sei que também o sou fisicamente… tenho um bom corpo, cuidado, e não sou nada feio… pelo menos, se visse um gajo igual a mim, tentava engatá-lo e levá-lo para a cama.

Acabara a minha relação com o Guilherme e precisava muito de desaparecer de Lisboa. Foi por essa razão que concorrera para dar aulas no Algarve e tivera a sorte de ser colocado na cidade de Albufeira, numa escola simpática onde tinha um horário completo.

            Estava bastante satisfeito com a minha vida. No Inverno, Albufeira era uma cidade bastante agradável, calma, sem demasiados turistas e onde se vivia bastante bem. Eu alugara um quarto e encontrava-me com muito boas condições, era barato, a senhoria era muito simpática e não tinha razões de queixa. É certo que não tinha privacidade absoluta, mas tinha a privacidade suficiente.

            Esse início de Outubro foi um período que me deu bastante prazer pois o tempo estava óptimo e habituado ao frio da zona de Lisboa, gozei perfeitamente a praia nessa altura porque apanhei um bom ano. A temperatura ainda quente permitia-me esticar na areia e gozar o sol quase como um turista.

            Eu agora andava sempre cheio de vontade de fazer sexo. Tinha uma vida sexual perfeitamente activa e normal até me mudar para ali. Passara o Setembro entre a praia, as aulas e a casa preparando as aulas. Apesar de ter tido uma vida complicada nesse mês, as coisas agora estavam a mudar… e tive tempo para dar umas voltas e conhecer a cidade.

Nunca tinha ido a Albufeira antes e gostei de tudo o que vi, incluindo o bar gay que, apesar de não se comparar aos de Lisboa, tinha show travesti que distraia e era sempre agradável ver. Não aparecia muita gente, não aparecia gente bonita e saí de lá sempre sozinho, mesmo no fim-de-semana. Paciência, a cidade em si era simpática, pitoresca, tinha o centro extremamente agitado, mas havia recantos com bares e esplanadas muito agradáveis, onde se podiam passar um bocado a trabalhar ou só e relaxar, a apanhar sol e a ver o mar.

            Mas estava lançado. Tinha aulas preparadas por um grande período de tempo, estava um pouco decepcionado com o bar gay e com os homens que o frequentavam, mas diabos me levassem se não acabaria por arranjar homem por ali… era impossível não haver ninguém.

            Nisso a net é fantástica. Não me refiro apenas às salas de conversação, refiro-me à informação que se pode retirar de lá e às coisas que se podem saber. Descobri que havia ali perto uma praia gay… não era oficial, claro, nunca é, mas era uma praia que era frequentada por gays… uma zona deserta (como é hábito), mas bonita e claro, eu não estava exactamente em condições para ser esquisito.

            Ficava entre Albufeira e Armação de Pêra e eu iria descobri-la.

            Era exactamente meio-dia e meia quando saí… almoçara na cantina da escola e estava pronto para ir tentar descobrir a praia de engate gay que encontrara na net… fizera o download do mapa e tudo, estava convencido que não teria demasiada dificuldade em encontrar o local… sabia que era na estrada de Armação de Pêra e bastaria seguir as placas que, de certeza, não me enganaria… podia não a descobrir à primeira, mas acabaria por chegar lá.

            Estava um dia bom, apesar de, evidentemente, não haver calor por aí além… seja como for, daria para apanhar um bocado de sol, para estar na praia e, quem sabe, encontrar alguém interessante para me aliviar o stress e me consolar sexualmente… a esperança nunca morria e eu estava desesperado demais para deixar isso acontecer.

            O caminho foi feito devagar, sempre atento ao mapa (ainda não tinha GPS) para ver se conseguia descobrir o trajecto sem perder demasiado tempo às voltas… não era muito difícil, era avançar sempre pela estrada que tomara e apenas virar num local onde haveriam indicações para Pêra, um cruzamento onde encontrasse uma estrada para Pêra e outra para Armação de Pêra, teria de escolher a terceira opção. Encontrei logo à primeira, não havia hipótese de me enganar… via-se o mar, via-se que era uma zona deserta, não havia hipótese de erro, era ali.

            Tive de esperar para virar, estava lá um carro a deixar alguém e fiz um compasso de espera antes que voltasse a arrancar.

            Quando avancei vi que o carro parara para deixar um passageiro, um rapaz que me fez logo sinal de boleia… apesar de não ter hábito de dar boleias, que lisboeta é que o faz? Parei… era um tipo novo, devia ter pouco mais de 20 anos e tinha boa pinta, apesar do ar um bocado rústico.

            - Dás-me boleia até lá ao fundo? À praia? – perguntou-me quando abri o vidro do seu lado

            - Claro! – respondi

            Ele estava de calças de ganga já coçadas, t-shirt branca de alças, ténis bem usados, tudo isso indicava que era um rapaz simples… que era engraçado, mas um saloio sem grande estilo, aliás, o fio de prata ao pescoço só ajudava à ideia. Mas eu achei-o atraente, achei mesmo, e não era só o facto de andar desesperado por sexo, ele tinha uma pinta que me agradava, ar de macho, de gajo que sabe o que quer… claro que nem me passou pela cabeça meter-me com ele, não havia nada que o apontasse como gay e não estava interessado em levar uma carga de porrada só porque estava desesperado para fazer sexo… sempre fui um bocado medricas nestas coisas.

            - Isto é que é sorte! – sorriu ao sentar-se ao meu lado – não acontece muito sair de uma boleia e aparecer logo alguém para a praia… só no verão é que isso às vezes acontece!

            Sorri-lhe.

            - Há dias de sorte!

            - Yah… e eu ultimamente não tenho tido muita… és de Albufeira?

            Fez aquela pergunta olhando-me directamente… parecia curioso.

            - Não, sou de Lisboa, mas estou a viver em Albufeira por uns tempos!

            - Mudaste-te para aqui?

            - Não, vim em trabalho… é só por uns tempos!

            - Ah! – vi que hesitou um momento, mas não fez mais perguntas – eu sou de Armação! – apontou para a povoação que se via ao longe, um horror de prédios que deviam fazer do lugar, um sítio horrível

            - Não conheço!

            - Não? Se quiseres eu mostro-te a zona!

            - Era fixe! – respondi sem saber muito bem o que pensar

            - Gostas desta praia, é? – perguntou depois de uns segundos de silêncio

            - Não sei, é a primeira vez que aqui venho!

            - Ah é? Aqui é fixe… vais para a zona gay ou para a outra?

            Engoli em seco, aquilo fora inseperado, mas enchi-me de coragem e respondi directamente…

            - Vou para a zona gay… se descobrir onde é…

            - É para aí! – apontou para uma estrada de terra batida antes de continuar a falar – eu também vou para lá!

            - Boa, assim é mais fácil!

O rapaz riu-se.

- Yah, tens guia... esta zona é quase toda gay! – explicou – mas nestes meses não vês quase ninguém… no verão é que há muita gente de fora, de Lisboa e isso… e bué estrangeiros… agora são só os locais…

            - Pois… não é exactamente a época balnear!

            - É isso… ao fim de semana ainda podes encontrar alguém, mas hoje é dia de trabalho e, a esta hora, o mais certo é só cá estarem cotas!

            - Estou a ver… acho que é assim em todo o lado!

            - É, mas lá para o fim do dia costuma aparecer um gajo ou outro mais novo com vontade de curtir um bocado antes de ir para casa… mas é mais a partir das seis horas…

- Já vi que conheces bem isto!

O rapaz sorriu.

            - Sou daqui… venho sempre para aqui nos meus dias de folga!

            - Ah claro! E a folga é hoje! – sorri-lhe

            - Não, agora a folga é todos os dias! – encolheu os ombros – fui despedido!

            - Isso é que é pior!

            - Logo arranjo outro sítio para trabalhar!

            - Claro que sim… isto agora está mau, mas ainda vai aparecendo o que fazer!

            - Yah, e nos restaurantes há sempre… saí daquele, vou para outro!

            - Claro, os restaurantes são sempre os últimos a fechar… mas agora até os restaurantes estão a fechar imenso…

            - É verdade, mas eu não fui despedido por isso, o sítio não fechou… vim para a rua porque a minha patroa descobriu que eu lhe andava a comer o marido!

            - A sério?!

            - Sim! – riu da minha expressão de surpresa – estás em choque?

            - Não… quer dizer, por mim não gosto de homens casados… é só isso!

            - Foda-se, podes crer, meu… eu também acabei com isso, andei com aquele quatro anos e foi bom, mas gajos casados acabaram para mim!

            - É sempre complicado!

            - Pois é, mas eu tinha 16 anos quando comecei com ele, não sabia nada da vida!

            - Claro que não, mas também não perdeste a vida toda com ele… quer dizer, tinhas 16, andaste 4 com ele, tens o quê? 20 anos?

            - Faço 21 no fim-de-semana… segue mais para a frente… isto aqui é para onde vem toda a gente e os mirones que vêm gozar com os panascas… a não ser que…

            - A mim é-me igual!

            - Então vai mais para o fundo… eu gosto de estar à vontade!

            - Também eu! - respondi já a fazer filmes

            - Habituei-me a ir para mais longe para fugir aos gajos que vêm ver quem são os paneleiros… eu não quero que saibam que gosto de gajos… além disso o meu patrão passava cá para ver se eu me portava bem… quando eu andava com ele!

            - Ah era controlador?

            - Bué! – riu-se – estava sempre com medo de perder o puto… mas controlava-me a sério, não tinha espaço para fazer nada!

            - Isso é muito chato!

            Encolheu os ombros.

            - Para mim não… eu também não gosto de andar a molhar o pincel aqui e ali… tirando o meu patrão, só uma vez é que deixei um ‘camone’ fazer-me uma mamada, nunca estive com mais gajo nenhum!

            - Ui… isso é raro!

            - Achas?

            - Se acho… eu pus o meu namorado a mexer por causa disso!

            - Pôs-te os cornos?

            - E eu pus-lhe uns patins!

            O rapaz riu-se.

            - Assim é que deve ser… se gostas dum gajo é para estares com ele!

            - Concordo plenamente!

            - Eu não podia porque o gajo me controlava bués, mas mesmo assim eu também não queria… e nem tinha gajos para isso, não gosto de maricões que parecem mulheres e por aqui a variedade não é muita!

            - Claro!

            - Já sei que não vai ser fácil, agora quero mesmo um gajo como deve de ser, estás a ver? E que seja homem… que goste de ser montado, mas que seja um homem a sério… nem eu tenho tesão com borboletas!

            Ri-me.

            - É verdade! – insistiu – não tenho mesmo… se me vêm falar com aquelas vozinhas e cheios de tiques, até me passo!

            - Também não gosto muito!

            - Tu não tens pinta nenhuma de borboleta!

- Deixo o carro aqui? – o caminho acabara

            - Yah…aqui tá bem!

            Saímos e tirei a minha mochila do banco de trás antes de o trancar.

            - E agora?

            - Subimos aqui e atravessamos as dunas!

            - Aqui não há assaltos? – olhei em volta

            - Não muito… pelo menos nunca aconteceu a não ser no verão… e o carro fica resguardado das vistas!

            - Ah, pois!

            - Isto é tudo zona de engate, olhou à sua volta… podes dar uma aqui no carro, ou por aí… nas dunas, no meio dos arbustos, ou naquela casa... – sorria apontando para a zona oposta à praia, para uma casa antiga em ruínas no meio de um terreno – aqui é mais fácil dares com um gajo a espreitar-te, mas a casa é muito fixe, queres ir lá ver?

            - Pode ser!

            Avançamos umas dezenas de metros para dentro do terreno. A casa não tinha portas nem janelas… tinha uma grande divisão que devia ser sala e cozinha, um quarto mais pequeno e umas escadas de pedra que davam acesso ao sótão. Aí estávamos quase na rua, o telhado ruíra e restavam duas meias paredes que também estavam em bastante mau estado.

            Espreitei para baixo e, quando voltei a encarar o rapaz que me seguira, percebi perfeitamente que me estava a analisar.

            - Tens boa pinta! – disse ele

            - Achas? – perguntei um bocado atrapalhado, o meu coração disparara e batia violentamente

            - Acho! – sorriu – pareces um tipo fino e educado, mas sem as manias que eu costumo ver nos betos de Lisboa!

            - Obrigado! – sorri-lhe tentando não corar – e não sou borboleta, não é?

            - Yah! – riu-se – andas à procura de namorado?

            Engoli em seco.

            - Já me deixei disso! – respondi cautelosamente – parece-me que, quanto mais procuro, mais gajos sem interesse me aparecem… agora faço a minha vida normalmente, pode ser que apareça algum!

            - Mas queres um!?

            - Claro! – acabei por responder perante a sua insistência – mas não são fáceis de encontrar!

            - Eu comecei à procura há pouco tempo, numa semana ainda não encontrei um gajo que me desse tusa e gostasse de ser montado… eu não gosto de ser comido, prefiro ser eu a usar o pau…

            - Então és do tipo que eu gosto! – respondi descaradamente

Nem queria acreditar naquele acesso de atrevimento pouco habitual em mim… ele era atraente e estava a olhar-me de uma maneira que não me poderia deixar dúvidas quanto ao seu interesse em mim… e eu estava desesperado por sexo.

            - Ah é? – sorriu – gostas de gajos que sejam machos contigo?

            - Gosto!

            - Desculpa lá perguntar-te estas coisas assim… mas eu não tenho paciência para estar com conversa da treta…

            Sorri-lhe.

            - Eu gosto de um homem direto!

            - Ainda bem! – voltou a sorrir também, dando um passo na minha direção – eu não gosto nada de estar com rodeios… já percebi que a maioria dos gajos que gostam de homens são assim, mas eu acho uma perda de tempo!

            - Nem todos!

            Parara à minha frente a olhar-me nos olhos… já percebera bem como eu me estava a sentir.

            - Quando um gajo me dá tusa digo-lho diretamente, não tenho pachorra para jogos e para gajos que gostam de se fazer difíceis… se um gajo me quer só tem que me dizer que sim!

            - Assim é que deve ser!

            - Queres curtir comigo?

            - Muito! – foi a minha resposta imediata, vidrado nos seus olhos penetrantes

            O rapaz não era deslumbrante do ponto de vista da beleza, mas era atraente… eu nunca gostara de anjinhos barrocos, nem de gajos demasiado bonitos, sempre me tinham atraído tipos com este estilo de macho, desembaraçados, frontais. Ele era pouco mais alto que eu, pele morena, rosto vulgar mas interessante… não era nada de extraordinário, mas tinha qualquer coisa e parecia bem constituído fisicamente… juntando isso ao facto de gostar de ser ele a tomar a iniciativa… era perfeito para mim.

            - Ótimo, porque eu estou cheio de vontade de curtir contigo! – sorria empurrando-me lentamente contra a parede e pressionando o seu corpo contra mim antes de colar a sua boca à minha num beijo que durou largos segundos

            A sua língua tocava rapidamente a minha e percorreu cada canto da minha boca, enquanto roçava o seu corpo no meu.

            - Dás-me uma tusa do caralho! – arfou com os olhos a brilhar fixos nos meus

            - Também tu a mim!

            - Só que eu não faço o papel de fêmea, sou eu o macho…

            - É o que eu gosto! – respondi

            - Ótimo! – voltou a sorrir – hoje é mesmo o meu dia de sorte!

            - E o meu! – exclamei adorando sentir as suas mãos a apertarem-me o traseiro com força

            Colou a sua boca à minha novamente, durante mais uns segundos, enquanto me tirava a mochila das mãos, para a atirar para o chão. Depois largou-me para fazer o mesmo com a sua e tirar a t-shirt.

            Os meus olhos quase saltaram de órbita quando o vi em tronco nu… eu achara que ele era bem feito, mas era mais que isso, era deslumbrante, tinha um tronco que era um sonho… ombros largos, peito rijo, saliente e que parecia esculpido… rapara os pêlos há algum tempo, mas já estavam bem crescidos outra vez.

            - Gostas? – sorria com ar de quem estava a gostar da minha expressão facial e já sabia a resposta

            - Adoro! – passei a mão pelo seu peito, sentindo a sua pele macia

            - Quero-te a rebentar de tusa comigo!

            - Já estou! – respondi deixando-o tirar-me a t-shirt também

            - Então estás como eu! – respondeu enquanto passava também a sua mão pelo meu tronco – também tens bom corpo!

            Voltou a colar o seu peito ao meu e a sua boca à minha enquanto os seus braços fortes me apertavam contra si… eu estava excitadíssimo e ele devia estar como eu porque, durante um bocado, só se ouviam as nossas respirações ofegantes e ocasionais gemidos de prazer.

            Mais uma vez, foi ele que tomou a iniciativa de me agarrar a mão e a levar à parte da frente das suas calças onde senti o que me pareceu um grande rolo de carne.

            - Gostas de mamar? – perguntou-me a sorrir

            - Gosto!

            O seu sorriso abriu-se mais, mas desviei os olhos dos seus, baixando-os para o ver a desapertar o cinto, a desabotoar as calças e a abri-las, fazendo-as descer lentamente… os meus olhos quase saltaram outra vez ao ver a largura daquilo que ia aparecendo. Quando finalmente se soltou das calças e ficou a apontar para mim, duro como pedra, eu nem queria acreditar no que estava a ver… ele tinha um pau delicioso… em comprimento não era nada do outro mundo, mas era bastante grosso e tinha um aspecto delicioso.

            Quando encarei o rapaz, ele continuava a sorrir abertamente.

            - Já vi que ficaste impressionado! – comentou

            - É assustador! – exclamei sem me conter – é lindo, mas assustador!

            - Com calma habituas-te! – disse pegando-me na mão e fazendo-me agarrá-lo

            A minha mão mal o conseguia rodear.

            - Não sei como é que vou conseguir aguentá-lo! – exclamei de olhos fixos naquele sexo enorme, enquanto o massajava suavemente

            - Com calma! – ouvi o rapaz dizer – vou-te alargando aos poucos até aguentares bem…

            - Vou ficar com o cu do tamanho do túnel do Rossio! – bradei sentindo realmente um bocado de medo

            Ouvi uma gargalhada. O rapaz agarrou-me e voltou a empurrar-me contra a parede.

            - Ordinário! – censurou a rir – isso é uma frase que só se desculpa num bronco como eu, não num gajo fino como tu!

            - Desculpa!

            - Só me dás mais tusa a falar assim! – forçou a língua na minha boca uma vez mais – gosto de um gajo educado, mas para foder gosto das coisas ditas como deve ser!

            - Também eu! – respondi

            - Não tenhas medo! – fixou os olhos brilhantes nos meus, sorridente – estou com tanta tusa que vou-me vir num instante!

            Puxou-me para si e fez força nos meus ombros para baixo… deixei-me ajoelhar à sua frente e abri a boca, cheio de coragem e vontade… a verdade é que não consegui meter na boca mais do que a enorme cabeça, mas o que não consegui em quantidade, consegui com o entusiasmo e a excitação de ter um sexo daquele tamanho na minha mão e na minha boca. Sorvi-o com vontade e vi o tipo de olhos fechados, com uma expressão de quem estava a ter prazer com aquilo que eu lhe estava a fazer.

            Apliquei-me em dar-lhe prazer … eu sabia o que estava a fazer e sabia muito bem como dar gozo a um homem… percebi perfeitamente que estava a ter sucesso porque ele começou a gemer.

            - Isso… gostas mesmo de chupar um bom pau… isso…

            Apoiou-se na parede com uma mão e com a outra segurava-me a cabeça… estávamos a mover-nos ao mesmo ritmo.

            - Tu sabes mamar, caralho! – afirmou com um gemido quando eu consegui aumentar o ritmo – isso… chupa com força que eu vou-me vir… chupa… força… força… foda-se, não aguento mais…

            Mal tive tempo de o retirar da boca quando ele começou a jorrar fortes jatos de esperma contra a minha cara… vi-o de olhos fechados, estremecento e logo depois com um enorme sorriso de prazer perfeitamente espelhado na sua face. Quando parou e me fixou, sorriu novamente, ainda arfando.

            - És um belo broche, meu! – disse antes de se ajoelhar à minha frente e passar a língua pela minha face, apanhando o esperma que lançara aí e o que entretanto escorrera para o meu peito – gostaste? – perguntou quando voltou a levantar-se e me puxou consigo

            - Estás a brincar? Adorei! – foi a minha resposta sincera… não comentei que já me doía o maxilar

            - Também eu! – continuou a sorrir – eu sou um bocado ordinário quando estou a foder!

            - Já vi que sim! – sorri também – eu gosto disso!

            - Gostas, a sério? – os seus olhos brilharam – estás-me a sair melhor que a encomenda!

            - Tenho cara de demasiado atinadinho? É isso? – provoquei

            - Um bocado… tens um aspecto fino e educado…

            - Uma coisa é o dia a dia… outra é quando estou excitado e com um macho super atraente à minha frente!

            O seu sorriso mostrou-me que o elogio o tinha atingido em cheio. Fora a frase certa no momento certo.

            - Gostaste do teu macho?

            - E ainda precisas de perguntar? – passei as mãos pelo seu peito rijo e beijei-lhe os lábios suavemente

            - Fazes-me sentir bem, meu! – comentou

            - Nem eu quero outra coisa!

            - Vamos para a praia?

            - Vamos!

             Nenhum de nós se preocupou em vestir-se muito… ele puxou as calças novamente para cima, pegámos nas mochilas e nem vestimos as t-shirts.

            Saímos da casa, atravessamos o caminho onde estava o carro e subimos por entre as árvores até ao topo das dunas e depois atravessámo-las lentamente. Foram mais de duzentos metros até acabarem as dunas e eu ver a praia e o mar.

            - Anda para este lado… eu gosto de ficar ali! – pegou-me na mão e avançámos para um grande arbusto

            Instalámo-nos entre esse arbusto e uma rocha… era um sítio abrigado da aragem, escondido das vistas indiscretas… um local perfeito para se passar uma tarde em que a temperatura não estava assim tão quente como isso e para se estar completamente nu com um homem que parecia ser uma delícia.

            - Gosto da maneira como me olhas! – disse o rapaz a sorrir depois de se ter despido completamente

            Sorri também. Ficara vidrado no seu sexo largo. Não era completamente redondo, era do tipo achatado e tinha três dedos de largura... eu nunca vira nada assim.

            - Nunca tinha encontrado um gajo que fosse giro, atraente, podre de bom e que tivesse um pau delicioso como tu!

            Ele veio ter comigo e abraçou-me, dando-me um beijo rápido.

            - Estás a gostar de mim, é?

- Acho-te deslumbrante! – confessei com sinceridade

            Todo o conjunto era realmente delicioso, a cara, o tronco, as pernas e o rolo que tinha entre elas… juntando isso à sua postura de macho, de garanhão, eu só podia estar como estava… ele era realmente a minha cara.

            - Gosto da maneira como dizes as coisas… fazes-me sentir bem… eu andava a precisar de encontrar um gajo assim! – voltou a beijar-me enquanto me desapertava as calças – se queres saber, também estou a gostar bué de ti! Foda-se! – exclamou quando me virara para me ver o traseiro – tens um belo cu!

            - Gostas? – sorri

            - É o que eu mais gosto num gajo… e tu tens um cu que só dá vontade de comer!

            - Não sei se te aguento, mas raios me partam se não vou tentar!

            Ele riu-se, puxando-me para as toalhas já estendidas… fiquei apoiado no seu delicioso peito.

            - Tens de esperar um bocado, guloso… não sou nenhuma máquina!

            - Eu espero! Vou-me mentalizando…

            - Eu sou um bronco um bocado bruto e ordinário, mas sou meiguinho…

            - Acredito perfeitamente! – respondi-lhe imediatamente

            - Ainda bem! Eu sei que te vou magoar quando te foder, mas vai ser só até tu alargares e teres o cu do tamanho certo para mim!

            - Isso quer dizer que vais querer repetir! – sorri provocador

            - Achas que não?

            - Não sei!

            - Não queres? – fixou os olhos em mim apreensivo – não me digas que curtes hoje comigo e amanhã já não me conheces!?

            - Parece-te isso?

            - Agora sou eu que não sei… sabes que estou a adorar estar aqui nu a curtir contigo?

            - Eu nem se fala!

            - Havia de ter sido apanhado há mais tempo! – riu-se

            - Ter sido apanhado?

            - Pela mulher do meu patrão…

            - Ah… pensei que estivesses triste! – comentei

            - No sábado, quando saí do restaurante, estava furioso! – explicou – no domingo também… esta semana estive triste… mas hoje estou aqui contigo e acho que devia ter sido há mais tempo!

            - A sério? – fixei-o nos olhos, mas ele pareceu sincero – gostei muito de ouvir isso!

            - Porque é que havia de mentir?

            - Não sei… ainda não te conheço!

            - Mas vais conhecer… ou não queres?

            - Quero muito! – disse sentindo aquilo mesmo a sério

            - Ontem passei o dia fechado em casa a fumar charros… ainda bem que hoje decidi sair, deu para te conhecer!

            - A fumar charros! – sorri

            - Para relaxar… tu fumas?

            - Há muito tempo que não!

            - Queres que faça um?

            - Agora não devo aguentar nada… e depois tenho de conduzir!

            - Dá bem tempo! – riu-se enquanto se sentava a abria a mochila – não sais daqui sem eu te comer!

            - Prometes?

            - Podes apostar que prometo!

            Dois minutos depois estávamos a fumar… por mim dei algumas passas, mas não me estiquei muito pois não sabia o efeito que iria provocar em mim.

            Cinco minutos depois já flutuava. Sentia-me meio dormente, mas os meus sentidos estavam absolutamente apurados… sentia a brisa a passar à nossa volta, cada aragem que penetrava na cova onde estávamos estendidos; ouvia deliciado as ondas a rebentarem na praia, o som das conversas das pessoas que passeavam à beira mar e os gritos histéricos das gaivotas; sentia o calor do sol a percorrer-me o corpo à frente e o calor do peito do tipo nas costas. O mundo era maravilhoso naquele momento.

            - Isto é a vida perfeita para mim! – ouvi

            - O quê? – perguntei, desviando o olhar duma nuvem que se parecia imenso com o caniche da minha tia Luísa

            - Estar estendido na praia, nu, com um gajo ao meu lado que está nu também, fumado e sem nada que fazer!

            Ri-me.

            - Podes crer!

            - Também estavas a pensar nisso?

            - Por acaso não… já me ocorreu, mas estava a pensar que nem sei o teu nome!

            - É verdade! – apoiou-se no cotovelo, de lado, olhando-me com um sorriso provocador – agora que penso nisso… parece-me um bocado de puta ajoelhares-te à frente do primeiro gajo que te aparece, abrires-lhe as calças, sacares-lhe o pau e mamares no gajo até ele se vir na tua cara… e nem o nome dele saberes!

            - Que forma horrível de dizer isso! – bradei fingindo-me chocado antes de sorrir também por perceber que ele estava a provocar

            - Eu avisei-te que era ordinário!

            - Eu sei… eu gosto! – continuei a sorrir – mas ficas já a saber que fiz isto contigo… tive sorte que o primeiro gajo que me apareceu à frente foi um macho bonito, com um corpo fantástico e um pau de sonho!

            - Se fosse outro gajo não te entregavas a ele?

            - Depende, não sei… só sei que quis estar contigo assim que te pus a vista em cima!

            - Pensei que não andasses à procura de macho! – continuou a provocar

            Tinha de lhe dar agora para se por a filosofar.

            - Eu não ando exactamente à procura de namorado! – expliquei concentrando-me – agora de macho ando sempre… depois logo se vê se o macho se transforma em namorado ou não!

            - Estou a ver… e queres que eu seja o teu macho?

            - Muito!

Sorriu, avançando sobre mim e beijando-me os lábios. Fixou os seus olhos nos meus.

            - Então eu sou o Vasco… e sou o teu macho!

            - Muito prazer, Vasco meu macho… eu sou o André!

            Ele soltou uma gargalhada.

            - Estou mesmo a gostar de ti, meu… quero estar contigo mais vezes!

            - Também eu!

            - Fazes-me sentir bem!

            - Isso é a pedrada com que já estás!

            - Olha quem fala! – riu-se outra vez – mas não é só a pedrada, estou mesmo a sentir-me bem contigo e a gostar de ti… és simpático, és educado, és um gajo fino, acho-te bonito, gosto do teu corpo, e és fêmea comigo… quero ser o teu homem!

            - Bem… isso é não perder tempo!

            - Eu disse que não gostava de perder tempo… qual é o problema? Eu não tenho homem e tu também não, eu gosto de ti e tu de mim, gosto de cu e estou doido com o teu e tu gostas de pau e achas que o meu é de sonho… o que é que falta?

            - Eu não vou aguentar contigo!

            - Não gostas de levar no cu?

            - Vasco! – exclamei… não estava mesmo nada habituado àquele discurso

            - Gostas ou não gostas? – tornou parecendo impaciente

            - Gosto, mas não sei se te aguento!

            - E achas que eu não sei isso? Sei bem o pau que tenho… vou-te alargando o cu até conseguires aguentar bem… disseste que querias tentar!

            - Quero!

            - Então, foda-se… qual é a dúvida… estou-te a dizer que quero ser o teu homem, qual é o teu problema? Porque é que me estás a recusar?

            - Eu não te estou a recusar!

            - Ah não?

            - Nisto vamos ter de ir com mais calma… eu sinto-me muito atraído por ti, quero que sejas o meu macho, mas é preciso mais que compatibilidade na cama, mais que atração física… vamos com calma e vemos o que acontece… temos de ver se nos damos mesmo bem... tu saíste agora de uma relação e estás fragilizado… não quero que te entregues ao primeiro gajo que te aparecer… eu não mereço começar a gostar de ti e levar com os pés daqui as uns tempos!

            - Então eu sou o garoto que não sabe aquilo que quer, é isso?

            - Não… és o garoto que me disse que só teve um homem na vida e que, agora que é livre, vai acabar por querer experimentar coisas novas!

            - Yah… quero-te experimentar a ti… tive um cota e agora quero um gajo mais da minha idade… que seja mais velho que eu, que é o que eu gosto, mas pouco… como tu… também te disse que não gosto de andar por aí a foder com todos, gosto de ter um gajo que seja meu, a quem eu possa abrir as pernas e foder-lhe o cu à confiança, sabendo que só eu é que lá entro!

            - Mas não precisamos de ser namorados para teres isso!

            - Eu sei… eu… eu só quero poder dizer… «aquele homem é meu»!

            - Possessivo! – sorri – mas isso podes dizer! – virei-me e abracei-o – eu prometo-te que o meu cu é só teu… és tu o meu macho e eu abro as pernas para ti sempre que quiseres… mas isso também significa que o pau fabuloso que tens aí é só para mim, só vai entrar na minha boca e só vai entrar no meu cu!

            - Prometo! – exclamou com os olhos a brilhar – foda-se… estás-me a dar uma tusa do caralho outra vez! – meteu a mão entre os nossos corpos para agarrar o meu sexo e o sentir tão duro como estava o seu – abres as pernas para o teu macho? – sorriu ao ver a minha expressão – eu vou ser meiguinho contigo, prometo… quero estar dentro de ti!

            Empurrou-me para trás e fez-me virar para ficar de peito na tolha… senti-o em cima de mim, roçando o seu corpo duro nas minhas costas durante um momento… depois retirou-se e senti as suas mãos a afastarem-me as nádegas… soltei um gemido de gozo quando senti a sua língua a brincar com o meu buraco e, logo depois, a forçar a entrada… tomei nota que teria de estar com ele, sempre de banho tomado.

            - Adoro o teu cu! – ouvi-o gemer enquanto a sua lingua lhe tocava, frenética… senti-o subir pelas minhas costas para murmurar-me ao ouvido – eu sou doido por um cu de um homem… e o teu dá-me uma tusa que me sinto a rebentar… é delicioso e já está grandinho!

            - É todo teu! – exclamei excitadíssimo com o seu toque

            - Vai ser, sim… vou entrar agora… relaxa!

            Aquilo era mais fácil de dizer do que fazer… não consegui conter um grito abafado quando o senti a forçar a entrada… é certo que eu já não era exatamente virgem, já não o era há muito tempo, mas nunca tivera um homem daquele tamanho. Nem sei descrever bem o que senti… foi simultâneamente doloroso, mas também delicioso sentir aquele monumento a forçar a entrada, senti-me perfeitamente a abrir para ele, os meus músculos a serem obrigados a relaxar para o receber. Mas ele foi realmente cuidadoso, teve sempre a atenção de entrar aos poucos, vi bem que tinha experiência.

            - Quando não aguentares mais avisa!

            - Pára aí! – gemi imediatamente pois ele estava tentar ultrapassar o limite do que eu conseguia receber

            - Nada mau! – exclamou começando a mover-se lentamente – estás a aguentar mais e melhor do que eu estava à espera!

            Seguiram-me minutos de absoluta loucura… sentir aquele corpo másculo contra o meu, sentir a sua respiração ofegante no meu pescoço, ouvir os seus gemidos de prazer e, claro, sentir aquele colosso a mover-se dentro de mim, deslizando lentamente, avançando e recuando… tive momentos de dor, mas foram bem menos do que eu estava à espera… a passa devia ter-me anestesiado porque enterrei a cara na toalha e apenas me concentrei em gozar o colosso... foi isso que aconteceu até ao momento em que ele acelerou um minuto e mergulhou a cara no meu pescoço, num longo gemido abafado.

            - Tens de sair, Vasco, não te aguento mais! – acabei por ter de dizer

            Foi um imenso alívio quando ele se retirou… um alívio tremendo e um prazer tão grande que perdi o controlo e ejaculei também… nunca me tinha acontecido aquilo antes, mas foi automático e incontrolável, nem tive de me tocar.

            - Também te vieste!? – sorriu o rapaz ao perceber o que acontecera

            - Foi fantástico! – exclamei com um suspiro cansado e confuso

            - Ainda bem que gostaste! – sorriu enquanto tirava o preservativo

            - Estás a brincar? Foi maravilhoso!

            - Gostaste do teu macho?

            - Adorei! – sorri-lhe – ainda foi melhor do que eu estava à espera!

            - Para mim também! – sorriu colando-se a mim… quero mesmo ser o teu homem!

            - Tu és o meu homem! – sorri-lhe também

            - Mas quero ser o único… quero o teu cu só para mim… quero namorar contigo!

            - És mesmo possessivo!

            - Isso sou! – admitiu – possessivo e ciumento… eu sou o macho e o que é meu é meu… mas não sou daqueles que andam a mijar fora do penico… sou possessivo, mas também não me meto com outros gajos!

 
            E não meteu. Tive sete meses perfeitos de sexo diário e prazer absoluto. Sete meses com um rústico que era um machão, mas um doce na cama e me levou às nuvens. Quando o ano letivo terminou, fez as malas e foi comigo para Lisboa… não tinha nada que o prendesse ali e tinha motivos para ir comigo.