segunda-feira, 18 de março de 2013
sábado, 16 de março de 2013
Dream boy
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homens sexys
O soldado - conto gay
Entrei na estação e avancei
calmamente para a linha onde costumava apanhar o meu comboio, encostei-me ao
pilar habitual, pensando que seria a última vez que o faria… acabara o meu curso
em Lisboa e não voltaria a andar de comboio àquelas horas da noite, correndo os riscos que corria há mais de um ano. Àquela hora as estações
estavam mais ou menos desertas e o comboio da ponte levava meia dúzia de
pessoas, iam carruagens inteiras vazias e já se ouvira falar de assaltos mais
que uma vez.
Eu tinha dinheiro
suficiente para levar o carro, mas não estava para isso, não era só a gasolina
e a ponte, eu não estava para pagar uma fortuna de parque de estacionamento,
por isso o bilhete de comboio saía mais barato, não tanto como se poderia
esperar, mas mesmo assim era mais barato… chegando a Coina pegava no carro e ia
para casa tranquilamente. Saía mais económico e era muito menos stressante,
detestava andar de carro em Lisboa à sexta-feira… assim não tinha problemas.
Acendi
o cigarro no exato momento em que o soldado das sextas-feiras apareceu no topo
das escadas e chegou à plataforma. Viu-me imediatamente e é claro que me
reconheceu, notei perfeitamente esse olhar de reconhecimento. Era a sexta ou
sétima vez que eu encontrava o tipo… seria a última, devia ser a única coisa de
que teria pena de perder… o tipo era muito atraente.
É
claro que não sabia o seu nome, nem nada disso, era um soldado do sul que
costumava apanhar o comboio à mesma hora que eu… quase todas as sextas-feiras o
encontrava, com o saco, apanhando o comboio da ponte… eu saía na Coina e ele
seguia para sul.
Ele
só reparara em mim na segunda vez que nos encontráramos mas, daí em diante,
houvera uma troca de olhares que se tornara cada vez mais frequente… na última sexta-feira,
mesmo estando acompanhado por um camarada, olhara-me várias vezes... já não surpreendido, como até ali, mas parecendo curioso. Olhara-me de uma
forma discreta, para o camarada não perceber, mas mantivera-me permanentemente
controlado e mantivera-se atento… cada vez que o olhava, ele sentia e olhava-me
também.
Era
um tipo alto, devia ter mais de 1,80, parecia ser bem constituído e tinha um
rosto vulgar mas bonito, isto apesar do ar sempre sério.
Desta
vez estava sozinho.
Avançou
um pouco na minha direcção, mas parou a meia dúzia de metros… lançou o saco
para o chão e encostou-se à grade que rodeava o acesso das escadas. Olhou-me,
sentou-se no saco e voltou a olhar-me… o meu coração disparou e tive imensa
pena de não ser como certos amigos meus que eram descarados com qualquer gajo
que lhe interessasse.
Tinha
a certeza que ele percebera que eu era gay, não tenho muitos tiques, mas sei que dá
para ver. De qualquer forma eu não tinha a ousadia para me meter com ele… ou
teria? Afinal era a última vez que o iria ver, o que é que interessavam as
consequências? Quando muito chamava-me ‘paneleiro’ e mandava-me à merda…
Notei
que ele nunca me olhara tantas vezes como agora, mas também eu não conseguia
desviar o olhar, ele parecia-me cada vez mais atraente e eu sentia-me cada vez
mais miserável por ser um ‘enconado’ e não conseguir pensar em nada para meter
conversa com ele. Tinha o coração a bater a um ritmo louco, em stress e
irritado por não me ocorrer nada para lhe dizer, mas quase parou no segundo
seguinte.
Podia
ter tido um enfarte quando o vi levantar-se e vir ter comigo… não sou médico,
mas mudanças bruscas de batimento cardíaco não podem fazer bem… parou à minha
frente e sorriu-me… era giríssimo!
-
Dás-me um cigarro?
-
Sim, claro! – balbuciei atrapalhado, procurando o tabaco nos bolsos
-
Não precisas estar nervoso… não te vou assaltar!
-
Eu sei! – engoli em seco, sentindo as pernas fraquejar – não é por isso!
-
Também achei que não! – sorriu pela primeira vez, de olhos fixos nos meus enquanto
tirava um cigarro – tens lume?
-
Sim, claro! – repeti engolindo em seco outra vez
Percebi
que era alentejano, a maneira de falar era inconfundível.
O
tipo era um pouco mais alto que eu e devia ter vinte e tal anos. Bem
constituído, bonito, com o cabelo alourado, curto, à militar, era muito, muito atraente.
Peguei
no isqueiro pensando em estender-lho, mas ele curvou-se sobre mim, de cigarro
na boca… fui eu que lhe acendi o cigarro.
-
Obrigado!
-
Foi um prazer! – respondi depois de me conseguir acalmar um pouco
Ele
tornou a sorrir, inspirando o fumo, mas conseguiu apenas dar mais duas passas… o nosso
comboio estava a chegar.
Senti-o
atrás de mim, quando entrei e senti passos seguyindo-me enquanto subia a escada para o piso superiorr… sentei-me numa das zonas mais escondidas do
comboio com o coração a bater a um ritmo louco e vi-o parado à minha frente, a
olhar-me…
-
Posso-me sentar aqui?
Com tantos lugares vagos, como poderia querer sentar-se no mesmo banco que eu? O
meu coração quase parou novamente… achei que seria uma sorte se
conseguisse sobreviver à viagem.
-
Sim claro! – senti-me um gravador e com vocabulário limitado, mas estava mesmo
perturbado com ele
O
tipo voltou a sorrir e atirou o saco para o chão sentando-se à minha frente e
esticando as pernas até ficarem no meio das minhas.
-
És tu bocado tímido, não és? Queres que vá para outro lugar?
-
Não, não! – balbuciei imediatamente, fazendo-o sorrir mais ainda
-
Menos mal… sais em Coina, não é?
-
É! – senti o seu tornozelo a tocar na minha perna
- Tens namorada?
-
Não!
-
Namorado?
-
Também não! – tenho perfeita consciência que me fiz vermelho, ainda mais por o
sentir a roçar a sua perna na minha novamente
-
Eu acabei com a minha no fim-de-semana passado… achas normal teres o teu
namorado uma semana fechado num quartel e quando ele chega a casa, em vez de lhe
dares atenção especial, só queres sair com amigos?
-
Não acho nada normal! – já estendera as minhas pernas também e agora estavam a
tocar nas dele de uma forma constante
-
Eu também não achei… por isso é que acabei com ela… mas agora ainda é pior, não
tenho namorada nem estou lá tempo suficiente para arranjar outra!
-
Duvido que te custe arranjar alguém! – consegui dizer
-
Achas que não? Achas que é assim tão fácil arranjar uma gaja que nos dê atenção
especial?
-
Para ti acho que sim!
-
Posso-me sentar aí? – apontou para o lugar vazio ao meu lado
-
Claro! – estremeci
Ele
riu-se.
-
Dizes ‘claro’ a qualquer gajo que se meta contigo, ou é só a mim?
O
meu cérebro patinou durante um segundo, mas só havia uma resposta possível…
-
A ti digo!
Levantou-se
e sentou-se ao meu lado, apoiando a perna fletida no seu banco, mas colada à minha… aquela
posição fez com que as calças de elástico destapassem um pouco da sua perna,
relevando, na parte acima das botas, um bocado de pele coberto de pelos louros… quando
o voltei a encarar, ele sorria, seguira o meu olhar e, se tivera alguma dúvida
até ao momento, deve ter-lhe passado.
-
Afinal és menos tímido do que eu pensei!
Senti
imenso calor na cara.
Estávamos
a chegar à estação mais movimentada da zona sul e ele sentou-se direito, mas
continuando com a perna colada à minha.
-
Sou mais tímido ao primeiro contacto, depois vou perdendo a timidez! – respondi
aborrecido por terem entrado duas velhotas… por sorte foram para a outra ponta
da carruagem!
-
Ah é? – voltara a por o pé no chão, movendo a sua perna lentamente para roça-la na minha – boa… eu prefiro assim!
-
Preferes?
-
Claro! – riu-se por dizer a minha palavra – gosto de gente direta e não gosto
nada de perder tempo!
-
Eu também gosto disso!
-
Ah é? E gostas mesmo ou estás só a dizer isso por dizer?
-
Gosto mesmo!
-
Então vou-te fazer uma pergunta direta… sou eu que estou a fazer filmes ou tu
és mesmo bicha?
Engoli
em seco. .
-
Eu não gosto muito dessa expressão!
-
Então de que expressão é que gostas? - o seu olhar era intenso e parecia sugar os meus pensamentos
-
Eu sou gay!
Sorriu.
-
Certo! – disse calmamente – então sempre é verdade… é que eu tive a impressão
que gostaste de mim, enganei-me?
-
Não… eu acho-te muito atraente! – confessei directamente também
-
Boa! – voltou a sorrir – é que não tenho ninguém há duas semanas e ando com uma
tusa infernal…
-
Imagino!
-
Não imaginas não! Nunca toquei num gajo, mas há sempre uma primeira vez para
tudo… gostas de pau?
Dizendo
isto agarrou-me na mão e levou-a à parte da frente das suas calças, fazendo-a sentir
o volume que eu já tinha conseguido ver.
-
Adoro! – respondi continuando a massajá-lo mesmo depois de ele me ter largado a
mão
-
Isso… passa a mão devagar!
Esticou-se mais ao ponto
de ficar quase deitado… assim dava para nos sentirmos melhor um ao outro.
-
Costumo bater uma depois de Alcáçer, quando o comboio já está vazio, mas assim
é muito melhor!
Dizendo
isto desapertou o cinto e as calças… nem precisou dizer nada, meti a mão lá
dentro, sentindo as cuecas molhadas… era um bom sinal, era sinal de que estava
excitado e estava a gostar. Meti a mão dentro das cuecas e agarrei finalmente
um belo rolo de carne que estava completamente duro… tirei-lho para fora e
continuei a massajar-lho lentamente. Ele fechou os olhos por um momento.
-
Gostas de fazer broches? – perguntou
-
Adoro… mas já não há tempo… saio a seguir!
-
Foda-se! – exclamou olhando para a rua
-
Se quiseres sair um bocado e apanhar o próximo… faço-te um! – disse num acesso
de descaramento
-
Só tenho dinheiro à conta para o próximo bilhete, não posso comprar outro daqui
até Setúbal!
Estávamos
a entrar na estação… ele tapou-se e voltou a abotoar-se.
- Se quiseres sair eu
pago-te o outro bilhete! – respondi
-
E fazes-me um broche?
-
Sim!
-
Foda-se… eu estou fardado, não posso ser apanhado numa casa de banho com um gajo!
-
Eu tenho carro… aqui há zona de pinhal, podemos ir lá!
-
E posso confiar em ti? – ele estava indeciso
-
Juro-te… anda lá comigo! – pedi tentando não parecer desesperado
-
E fazes-me uma mamada?
-
Faço o que tu quiseres! – respondi levantando-me – vem lá!
Estava
a começar a descer as escadas para sair quando ele se decidiu… agarrou no saco
e desceu atrás de mim. Seguiu-me pela estação e foi ver quando era o próximo
comboio… era dali a 45 minutos.
-
Não dá para ir para muito longe! – disse
-
Não é preciso!
Eu
deixara o carro relativamente perto e chegámos lá depressa… estava numa zona do
parque quase deserta. Ele entrou no carro comigo e atirou o saco para o banco
de trás, antes de recuar o banco dele e olhar à sua volta. O parque já estava
quase vazio e as últimas pessoas que também tinham carro ali já estavam a sair…
agora aquilo iria estar deserto até chegar o próximo comboio, teríamos completa
privacidade.
Depois
de se convencer que não havia ninguém à nossa volta, voltou a encarar-me…
sorriu…
-
Queres chupar-me?
-
Muito! – foi a minha resposta passando a mão na parte da frente das suas calças
Ele
voltou a abri-las e a sacar o seu belo sexo para fora.
-
Adoro o teu pau! – lancei levantando os olhos do belo rolo de carne que
agarrara… depois disso mergulhei sobre o seu colo e envolvi-lho com a minha boca
Bastaram
segundos para voltar a ficar completamente duro e comecei a sorve-lo com
vontade, já andava com falta daquela sensação… ele estava um pouco tenso ao
início, mas senti-o a descontrair e o seu corpo a relaxar enquanto o seu pau
endurecia… pouco depois estava a gemer e a gostar.
-
Isso! – arfou quando rodei a minha boca sobre a cabeça – foda-se, tu mamas
melhor que a minha ex!
Encorajado,
acelerei e sorvi com toda a força que consegui… ele reagiu imediatamente a
isso.
-
Isso… foda-se! – soltou um grito abafado levando a mão à minha cabeça para a
segurar e fazendo ele o movimento de entrar e sair na minha boca – chupa com
força… isso…
Eu
estava com o cuidado de não o deixar entrar demais, mas aguentei bem o ritmo e
o aumento da velocidade enquanto ele quis, até me fazer parar e olhar para ele…
via-se que estava super excitado…
-
Foda-se, meu… quero-te foder o cu… deixas?
-
Claro!
Ele
riu-se, parecendo divertido.
-
Nem sei porque é que perguntei?
-
Eu não sou capaz de dizer que não a um gajo que me dá a tusa que tu dás! – ri
também
-
Boa!
Minutos
depois, eu estava de joelhos no banco do carro, abraçado às costas, com as
calças pelos joelhos e ele estava atrás de mim, na mesma posição. Tínhamos
discutido a falta de preservativo, mas ele acabara por descobrir um no saco… logo
depois senti-o a invadir-me lentamente, recuando um pouco para tornar a entrar
mais… uma, duas, três vezes… cada vez mais fundo e mais depressa… quando
finalmente alarguei o suficiente para ele se mover à vontade, foi a minha vez
de começar a gemer sem me conseguir conter.
-
Estás a gozar, caralho? – murmurou-me ao ouvido
-
Estou! – gemi
- Era isto que querias?
-
Era…
-
Também eu, foda-se! – gemeu acelerando ainda mais, arfando com a rapidez do
movimento e quase me fazendo gritar com o gozo que me proporcionou… só se ouvia
a nossa respiração, gemidos e o som dos seus testículos a baterem contra mim –
eu adoro foder!
-
Também eu… ainda mais com alguém que sabe bem o que faz!
Ele acabou por parar
passado um minuto, completamente dentro de mim, movendo-se lentamente como que
a explorar-me. Não contive um gemido de gozo.
-
Eu sei o que faço? - arfou - sou uma boa foda?
- És fantástico!
-
Também tu, meu! – murmurou-me ao ouvido – eu nem acredito no gozo que estou a
ter enfiado no cu de um gajo… é mesmo bom!
-
Nunca se sabe até se provar!
-
Eu adoro mesmo!
-
Então força… eu só tenho o cu para te oferecer, mas é todo teu…
-
Ótimo!
Até
ali tivera o corpo contra o meu, pressionando-me contra o banco do carro,
fazendo ele os movimentos para se mover dentro de mim. Agora recuou,
descansando agarrado ao banco, puxando-me para trás com ele e fazendo-me a mim
cavalgar.
-
Isso! – gemeu – gostas assim?
-
Gosto de todas as maneiras! – suspirei deliciado
-
Ótimo!
Ele
era mesmo bom naquilo… melhor que muitos gays com quem eu já estivera… atento,
cuidadoso, quando eu começava a sentir que estava seco, ele sentia o mesmo e
colocava mais saliva, voltando a conseguir deslisar melhor.
Umas
vezes entrava até eu não conseguir aguentar mais e apenas se movia muito lentamente
dentro de mim, outras vezes recuava quase até sair e movia-se rapidamente só na
entrada, outras ainda, saia completamente, voltando a forçar a entrada, uma e
outra vez, quase me fazendo gritar de prazer.
-
Ah gostas assim? – senti-o rir quando o fez pela primeira vez
-
Eu já vi que contigo gosto de todas as maneiras! – gemi
Repetiu
o que tinha feito mais vez e avançou até ao fundo de mim. Foi impossível evitar
um grito abafado. Senti-o empurrar-me novamente contra o banco e senti-o
acelerar…
-
Não aguento mais, foda-se! – exclamou
Manteve
o ritmo rápido durante um minuto, pressionando o seu corpo contra o meu,
apertando-me contra o banco… ouvi a sua respiração acelerada, os seus gemidos
de gozo e, pouco depois, forçou-se ainda mais fundo, parando e soltando um
grunhido de prazer…
-
Foda-se, meu… foda-se….
Senti-o
estremecer contra mim, parando finalmente.
Acabou
por se retirar e recuar. Quando o encarei estava de braços apoiados no tablier
do carro, ainda a tentar controlar a respiração e com um sorriso nos lábios.
-
Bela foda! – foi o seu comentário
-
Foi fantástico! – concordei
-
Gostaste mesmo?
-
Estás a brincar? Foste fantástico!
Ele
riu-se tirando o preservativo.
-
Nunca tinha montado um gajo!
Sorri.
-
Não é a mesma coisa, mas não é assim tão diferente…
-
Eu gostei! – disse – ainda bem que resolvi sair… já vou consolado…
-
E eu… já estava a precisar de um homem a sério….
Foi
a vez dele sorrir.
-
Sabes fazer um gajo sentir-se bem…
-
A ideia era essa… queria que tivesses gostado tanto como eu!
-
Não sei… mas gostei mesmo muito! Que horas são?
Sobressaltei-me quando olhei para o relógio do carro. Ele olhara para o pulso ao mesmo tempo.
-
Foda-se! – exclamou dando um salto também… o comboio era dali a 2 minutos
Puxamos
as calças rapidamente… eu nem apertei as minhas, arranquei logo, com ele a
abotoar-se aos trambolhões. O comboio já estava na estação. Fui diretamente
para a entrada, parando numa zona reservada aos transportes públicos, mas ele
estava a atravessar as portas da estação quando o comboio arrancou.
-
Foda-se! – exclamou atirando o saco para o chão
-
Desculpa! – disse sem saber mais o que comentar – a que horas é o próximo?
-
Não chego a tempo… quando chegar a Setúbal, já partiu o último de lá… puta que
pariu! Depois só às cinco da manhã… fodi-me… vou passar a noite na estação de
setúbal!
-
Podes ir mais tarde? – perguntei – mais tarde que as cinco da manhã?
Olhou-me
surpreendido.
-
Porquê?
-
Se quiseres podes ficar comigo… amanhã venho-te cá trazer…
-
Contigo… em tua casa?
-
Se quiseres…
-
Moras sozinho?
-
Moro!
Encostou-se
ao carro, de braços cruzados, fixando-me nos olhos.
-
E queres que fique contigo?
-
Eu adorava…
Sorriu
um pouco.
-
Vais-me compensar por ter pedido o comboio?
-
Se deixares…
Virou-me
as costas para pegar no saco e atirou-o para o banco de trás. Sentou-se e
fechou a porta.
-
Vamos embora! – disse começando a apertar o cinto
Contornei
o carro a correr.
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sexta-feira, 15 de março de 2013
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Um 'rústico' delicioso - conto gay
Sempre
considerara super exageradas as pessoas que diziam que começavam a trepar às
paredes se estivessem algum tempo sem fazer sexo. Achava a ideia simplesmente
ridícula, convencido que essas pessoas eram umas taradas ou então que se
queriam exibir tentando parecer alguns portentos sexuais.
Por mim sempre estivera convencido que
aguentaria o tempo que fosse necessário, mas isso acontecera apenas enquanto
conseguira ter sexo mais ou menos regular e nunca tivera muito tempo sem ter
alguém.
Descobria
agora, com 28 anos, que era tudo perfeitamente possível. Eu estava a entrar na
fase em que faria sexo com a primeira pessoa que me convidasse para ir para a
cama. Não sou tarado sexual, simplesmente estava a entrar no terceiro mês sem
ter ninguém e isso era demasiado para qualquer um, mesmo para mim que sou a
pessoa mais forte e controlada que conheço; o que é facto é que a masturbação
já não era suficiente para aliviar os meus apetites.
Precisava
desesperadamente de conhecer alguém. Estou convencido que, mais importante que
fazer sexo, era ter um corpo quente na minha cama, precisava sentir uns braços
a envolver-me, ter umas pernas entrelaçadas nas minhas, sentir uma respiração
ao meu lado. É verdade que precisava ser amado, ter alguém com quem partilhar a
minha vida, com quem passar os fins-de-semana, as férias e, principalmente, as
noites… mas a quem estou a tentar enganar? O que disse agora é válido apenas
para a maior parte do tempo… na verdade havia momentos em que eu me sentia
verdadeiramente desesperado e aquilo de que precisava era de sexo… puro e duro.
Com o
fim de uma relação de sete anos, era impossível que os amigos pudessem
preencher as partes que estavam vazias, e não me refiro só à parte sexual, há
tantas outras. Os amigos não conseguem substituir a pessoa que amamos, ou que
amámos. Torna-se ainda mais difícil quando se trata de uma pessoa como o meu
ex-namorado, um tipo que tinha tudo o que se poderia desejar num companheiro.
Enfim, quase tudo.
Infelizmente
ser-se bonito e ter um bom corpo não é suficiente e, como ser fiel era para mim
uma característica fundamental num relacionamento, o facto de o ter apanhado na
cama com outro tipo foi o suficiente para “lhe pôr uns patins” e o
mandar passear; eu sou incapaz de manter uma relação a partir do momento em que
perco a confiança na pessoa que está comigo.
Mas já é
altura de me apresentar. Meu nome é André Figueiredo e sou um jovem professor.
Considero-me um sujeito simpático, sem grandes dificuldades de sociabilidade e acho
que sou atraente pela minha forma de ser e de estar, mas sei que também o sou
fisicamente… tenho um bom corpo, cuidado, e não sou nada feio… pelo menos, se
visse um gajo igual a mim, tentava engatá-lo e levá-lo para a cama.
Acabara a minha relação com o
Guilherme e precisava muito de desaparecer de Lisboa. Foi por essa razão que
concorrera para dar aulas no Algarve e tivera a sorte de ser colocado na cidade
de Albufeira, numa escola simpática onde tinha um horário completo.
Estava
bastante satisfeito com a minha vida. No Inverno, Albufeira era uma cidade
bastante agradável, calma, sem demasiados turistas e onde se vivia bastante
bem. Eu alugara um quarto e encontrava-me com muito boas condições, era barato,
a senhoria era muito simpática e não tinha razões de queixa. É certo que não
tinha privacidade absoluta, mas tinha a privacidade suficiente.
Esse
início de Outubro foi um período que me deu bastante prazer pois o tempo estava
óptimo e habituado ao frio da zona de Lisboa, gozei perfeitamente a praia nessa
altura porque apanhei um bom ano. A temperatura ainda quente permitia-me
esticar na areia e gozar o sol quase como um turista.
Eu agora
andava sempre cheio de vontade de fazer sexo. Tinha uma vida sexual
perfeitamente activa e normal até me mudar para ali. Passara o Setembro entre a
praia, as aulas e a casa preparando as aulas. Apesar de ter tido uma vida
complicada nesse mês, as coisas agora estavam a mudar… e tive tempo para dar
umas voltas e conhecer a cidade.
Nunca tinha ido a Albufeira
antes e gostei de tudo o que vi, incluindo o bar gay que, apesar de não se
comparar aos de Lisboa, tinha show travesti que distraia e era sempre agradável
ver. Não aparecia muita gente, não aparecia gente bonita e saí de lá sempre
sozinho, mesmo no fim-de-semana. Paciência, a cidade em si era simpática,
pitoresca, tinha o centro extremamente agitado, mas havia recantos com bares e
esplanadas muito agradáveis, onde se podiam passar um bocado a trabalhar ou só
e relaxar, a apanhar sol e a ver o mar.
Mas
estava lançado. Tinha aulas preparadas por um grande período de tempo, estava
um pouco decepcionado com o bar gay e com os homens que o frequentavam, mas
diabos me levassem se não acabaria por arranjar homem por ali… era impossível
não haver ninguém.
Nisso
a net é fantástica. Não me refiro apenas às salas de conversação, refiro-me à
informação que se pode retirar de lá e às coisas que se podem saber. Descobri
que havia ali perto uma praia gay… não era oficial, claro, nunca é, mas era uma
praia que era frequentada por gays… uma zona deserta (como é hábito), mas
bonita e claro, eu não estava exactamente em condições para ser esquisito.
Ficava
entre Albufeira e Armação de Pêra e eu iria descobri-la.
Era
exactamente meio-dia e meia quando saí… almoçara na cantina da escola e estava
pronto para ir tentar descobrir a praia de engate gay que encontrara na net…
fizera o download do mapa e tudo, estava convencido que não teria demasiada
dificuldade em encontrar o local… sabia que era na estrada de Armação de Pêra e
bastaria seguir as placas que, de certeza, não me enganaria… podia não a
descobrir à primeira, mas acabaria por chegar lá.
Estava
um dia bom, apesar de, evidentemente, não haver calor por aí além… seja como
for, daria para apanhar um bocado de sol, para estar na praia e, quem sabe,
encontrar alguém interessante para me aliviar o stress e me consolar
sexualmente… a esperança nunca morria e eu estava desesperado demais para
deixar isso acontecer.
O
caminho foi feito devagar, sempre atento ao mapa (ainda não tinha GPS) para ver
se conseguia descobrir o trajecto sem perder demasiado tempo às voltas… não era
muito difícil, era avançar sempre pela estrada que tomara e apenas virar num
local onde haveriam indicações para Pêra, um cruzamento onde encontrasse uma
estrada para Pêra e outra para Armação de Pêra, teria de escolher a terceira
opção. Encontrei logo à primeira, não havia hipótese de me enganar… via-se o
mar, via-se que era uma zona deserta, não havia hipótese de erro, era ali.
Tive
de esperar para virar, estava lá um carro a deixar alguém e fiz um compasso de
espera antes que voltasse a arrancar.
Quando
avancei vi que o carro parara para deixar um passageiro, um rapaz que me fez
logo sinal de boleia… apesar de não ter hábito de dar boleias, que lisboeta é
que o faz? Parei… era um tipo novo, devia ter pouco mais de 20 anos e tinha boa
pinta, apesar do ar um bocado rústico.
-
Dás-me boleia até lá ao fundo? À praia? – perguntou-me quando abri o vidro do
seu lado
-
Claro! – respondi
Ele
estava de calças de ganga já coçadas, t-shirt branca de alças, ténis bem
usados, tudo isso indicava que era um rapaz simples… que era engraçado, mas um
saloio sem grande estilo, aliás, o fio de prata ao pescoço só ajudava à ideia.
Mas eu achei-o atraente, achei mesmo, e não era só o facto de andar desesperado
por sexo, ele tinha uma pinta que me agradava, ar de macho, de gajo que sabe o
que quer… claro que nem me passou pela cabeça meter-me com ele, não havia nada
que o apontasse como gay e não estava interessado em levar uma carga de porrada
só porque estava desesperado para fazer sexo… sempre fui um bocado medricas
nestas coisas.
-
Isto é que é sorte! – sorriu ao sentar-se ao meu lado – não acontece muito sair
de uma boleia e aparecer logo alguém para a praia… só no verão é que isso às
vezes acontece!
Sorri-lhe.
-
Há dias de sorte!
-
Yah… e eu ultimamente não tenho tido muita… és de Albufeira?
Fez
aquela pergunta olhando-me directamente… parecia curioso.
-
Não, sou de Lisboa, mas estou a viver em Albufeira por uns tempos!
-
Mudaste-te para aqui?
-
Não, vim em trabalho… é só por uns tempos!
-
Ah! – vi que hesitou um momento, mas não fez mais perguntas – eu sou de
Armação! – apontou para a povoação que se via ao longe, um horror de prédios
que deviam fazer do lugar, um sítio horrível
-
Não conheço!
-
Não? Se quiseres eu mostro-te a zona!
-
Era fixe! – respondi sem saber muito bem o que pensar
-
Gostas desta praia, é? – perguntou depois de uns segundos de silêncio
-
Não sei, é a primeira vez que aqui venho!
-
Ah é? Aqui é fixe… vais para a zona gay ou para a outra?
Engoli
em seco, aquilo fora inseperado, mas enchi-me de coragem e respondi directamente…
-
Vou para a zona gay… se descobrir onde é…
-
É para aí! – apontou para uma estrada de terra batida antes de continuar a
falar – eu também vou para lá!
-
Boa, assim é mais fácil!
O rapaz riu-se.
- Yah, tens guia... esta
zona é quase toda gay! – explicou – mas nestes meses não vês quase ninguém… no
verão é que há muita gente de fora, de Lisboa e isso… e bué estrangeiros… agora
são só os locais…
-
Pois… não é exactamente a época balnear!
-
É isso… ao fim de semana ainda podes encontrar alguém, mas hoje é dia de
trabalho e, a esta hora, o mais certo é só cá estarem cotas!
-
Estou a ver… acho que é assim em todo o lado!
-
É, mas lá para o fim do dia costuma aparecer um gajo ou outro mais novo com vontade
de curtir um bocado antes de ir para casa… mas é mais a partir das seis horas…
- Já vi que conheces bem
isto!
O rapaz sorriu.
-
Sou daqui… venho sempre para aqui nos meus dias de folga!
-
Ah claro! E a folga é hoje! – sorri-lhe
-
Não, agora a folga é todos os dias! – encolheu os ombros – fui despedido!
-
Isso é que é pior!
-
Logo arranjo outro sítio para trabalhar!
-
Claro que sim… isto agora está mau, mas ainda vai aparecendo o que fazer!
-
Yah, e nos restaurantes há sempre… saí daquele, vou para outro!
-
Claro, os restaurantes são sempre os últimos a fechar… mas agora até os
restaurantes estão a fechar imenso…
-
É verdade, mas eu não fui despedido por isso, o sítio não fechou… vim para a
rua porque a minha patroa descobriu que eu lhe andava a comer o marido!
-
A sério?!
-
Sim! – riu da minha expressão de surpresa – estás em choque?
-
Não… quer dizer, por mim não gosto de homens casados… é só isso!
-
Foda-se, podes crer, meu… eu também acabei com isso, andei com aquele quatro
anos e foi bom, mas gajos casados acabaram para mim!
-
É sempre complicado!
-
Pois é, mas eu tinha 16 anos quando comecei com ele, não sabia nada da vida!
-
Claro que não, mas também não perdeste a vida toda com ele… quer dizer, tinhas
16, andaste 4 com ele, tens o quê? 20 anos?
-
Faço 21 no fim-de-semana… segue mais para a frente… isto aqui é para onde vem
toda a gente e os mirones que vêm gozar com os panascas… a não ser que…
-
A mim é-me igual!
-
Então vai mais para o fundo… eu gosto de estar à vontade!
-
Também eu! - respondi já a fazer filmes
-
Habituei-me a ir para mais longe para fugir aos gajos que vêm ver quem são os
paneleiros… eu não quero que saibam que gosto de gajos… além disso o meu patrão
passava cá para ver se eu me portava bem… quando eu andava com ele!
-
Ah era controlador?
-
Bué! – riu-se – estava sempre com medo de perder o puto… mas controlava-me a
sério, não tinha espaço para fazer nada!
-
Isso é muito chato!
Encolheu
os ombros.
-
Para mim não… eu também não gosto de andar a molhar o pincel aqui e ali… tirando
o meu patrão, só uma vez é que deixei um ‘camone’ fazer-me uma mamada, nunca
estive com mais gajo nenhum!
-
Ui… isso é raro!
-
Achas?
-
Se acho… eu pus o meu namorado a mexer por causa disso!
-
Pôs-te os cornos?
-
E eu pus-lhe uns patins!
O
rapaz riu-se.
-
Assim é que deve ser… se gostas dum gajo é para estares com ele!
-
Concordo plenamente!
-
Eu não podia porque o gajo me controlava bués, mas mesmo assim eu também não
queria… e nem tinha gajos para isso, não gosto de maricões que parecem mulheres
e por aqui a variedade não é muita!
-
Claro!
-
Já sei que não vai ser fácil, agora quero mesmo um gajo como deve de ser, estás
a ver? E que seja homem… que goste de ser montado, mas que seja um homem a
sério… nem eu tenho tesão com borboletas!
Ri-me.
-
É verdade! – insistiu – não tenho mesmo… se me vêm falar com aquelas vozinhas e
cheios de tiques, até me passo!
-
Também não gosto muito!
-
Tu não tens pinta nenhuma de borboleta!
- Deixo o carro aqui? – o
caminho acabara
-
Yah…aqui tá bem!
Saímos
e tirei a minha mochila do banco de trás antes de o trancar.
-
E agora?
-
Subimos aqui e atravessamos as dunas!
-
Aqui não há assaltos? – olhei em volta
-
Não muito… pelo menos nunca aconteceu a não ser no verão… e o carro fica
resguardado das vistas!
-
Ah, pois!
-
Isto é tudo zona de engate, olhou à sua volta… podes dar uma aqui no carro, ou
por aí… nas dunas, no meio dos arbustos, ou naquela casa... – sorria apontando
para a zona oposta à praia, para uma casa antiga em ruínas no meio de um
terreno – aqui é mais fácil dares com um gajo a espreitar-te, mas a casa é
muito fixe, queres ir lá ver?
-
Pode ser!
Avançamos
umas dezenas de metros para dentro do terreno. A casa não tinha portas nem
janelas… tinha uma grande divisão que devia ser sala e cozinha, um quarto mais
pequeno e umas escadas de pedra que davam acesso ao sótão. Aí estávamos quase
na rua, o telhado ruíra e restavam duas meias paredes que também estavam em
bastante mau estado.
Espreitei
para baixo e, quando voltei a encarar o rapaz que me seguira, percebi
perfeitamente que me estava a analisar.
-
Tens boa pinta! – disse ele
-
Achas? – perguntei um bocado atrapalhado, o meu coração disparara e batia
violentamente
-
Acho! – sorriu – pareces um tipo fino e educado, mas sem as manias que eu
costumo ver nos betos de Lisboa!
-
Obrigado! – sorri-lhe tentando não corar – e não sou borboleta, não é?
-
Yah! – riu-se – andas à procura de namorado?
Engoli
em seco.
-
Já me deixei disso! – respondi cautelosamente – parece-me que, quanto mais
procuro, mais gajos sem interesse me aparecem… agora faço a minha vida
normalmente, pode ser que apareça algum!
-
Mas queres um!?
-
Claro! – acabei por responder perante a sua insistência – mas não são fáceis de
encontrar!
-
Eu comecei à procura há pouco tempo, numa semana ainda não encontrei um
gajo que me desse tusa e gostasse de ser montado… eu não gosto de ser comido,
prefiro ser eu a usar o pau…
-
Então és do tipo que eu gosto! – respondi descaradamente
Nem queria acreditar
naquele acesso de atrevimento pouco habitual em mim… ele era atraente e estava
a olhar-me de uma maneira que não me poderia deixar dúvidas quanto ao seu
interesse em mim… e eu estava desesperado por sexo.
-
Ah é? – sorriu – gostas de gajos que sejam machos contigo?
-
Gosto!
-
Desculpa lá perguntar-te estas coisas assim… mas eu não tenho paciência para
estar com conversa da treta…
Sorri-lhe.
-
Eu gosto de um homem direto!
-
Ainda bem! – voltou a sorrir também, dando um passo na minha direção – eu não
gosto nada de estar com rodeios… já percebi que a maioria dos gajos que gostam
de homens são assim, mas eu acho uma perda de tempo!
-
Nem todos!
Parara
à minha frente a olhar-me nos olhos… já percebera bem como eu me estava a
sentir.
-
Quando um gajo me dá tusa digo-lho diretamente, não tenho pachorra para jogos e
para gajos que gostam de se fazer difíceis… se um gajo me quer só tem que me
dizer que sim!
-
Assim é que deve ser!
-
Queres curtir comigo?
-
Muito! – foi a minha resposta imediata, vidrado nos seus olhos penetrantes
O
rapaz não era deslumbrante do ponto de vista da beleza, mas era atraente… eu
nunca gostara de anjinhos barrocos, nem de gajos demasiado bonitos, sempre me
tinham atraído tipos com este estilo de macho, desembaraçados, frontais. Ele
era pouco mais alto que eu, pele morena, rosto vulgar mas interessante… não era
nada de extraordinário, mas tinha qualquer coisa e parecia bem constituído
fisicamente… juntando isso ao facto de gostar de ser ele a tomar a iniciativa…
era perfeito para mim.
-
Ótimo, porque eu estou cheio de vontade de curtir contigo! – sorria empurrando-me
lentamente contra a parede e pressionando o seu corpo contra mim antes de colar
a sua boca à minha num beijo que durou largos segundos
A
sua língua tocava rapidamente a minha e percorreu cada canto da minha boca,
enquanto roçava o seu corpo no meu.
-
Dás-me uma tusa do caralho! – arfou com os olhos a brilhar fixos nos meus
-
Também tu a mim!
-
Só que eu não faço o papel de fêmea, sou eu o macho…
-
É o que eu gosto! – respondi
-
Ótimo! – voltou a sorrir – hoje é mesmo o meu dia de sorte!
-
E o meu! – exclamei adorando sentir as suas mãos a apertarem-me o traseiro com
força
Colou
a sua boca à minha novamente, durante mais uns segundos, enquanto me tirava a
mochila das mãos, para a atirar para o chão. Depois largou-me para fazer o
mesmo com a sua e tirar a t-shirt.
Os
meus olhos quase saltaram de órbita quando o vi em tronco nu… eu achara que ele
era bem feito, mas era mais que isso, era deslumbrante, tinha um tronco que era
um sonho… ombros largos, peito rijo, saliente e que parecia esculpido… rapara
os pêlos há algum tempo, mas já estavam bem crescidos outra vez.
-
Gostas? – sorria com ar de quem estava a gostar da minha expressão facial e já
sabia a resposta
-
Adoro! – passei a mão pelo seu peito, sentindo a sua pele macia
-
Quero-te a rebentar de tusa comigo!
-
Já estou! – respondi deixando-o tirar-me a t-shirt também
-
Então estás como eu! – respondeu enquanto passava também a sua mão pelo meu
tronco – também tens bom corpo!
Voltou
a colar o seu peito ao meu e a sua boca à minha enquanto os seus braços fortes
me apertavam contra si… eu estava excitadíssimo e ele devia estar como eu
porque, durante um bocado, só se ouviam as nossas respirações ofegantes e
ocasionais gemidos de prazer.
Mais
uma vez, foi ele que tomou a iniciativa de me agarrar a mão e a levar à parte
da frente das suas calças onde senti o que me pareceu um grande rolo de carne.
-
Gostas de mamar? – perguntou-me a sorrir
-
Gosto!
O
seu sorriso abriu-se mais, mas desviei os olhos dos seus, baixando-os para o
ver a desapertar o cinto, a desabotoar as calças e a abri-las, fazendo-as
descer lentamente… os meus olhos quase saltaram outra vez ao ver a largura
daquilo que ia aparecendo. Quando finalmente se soltou das calças e ficou a
apontar para mim, duro como pedra, eu nem queria acreditar no que estava a ver…
ele tinha um pau delicioso… em comprimento não era nada do outro mundo, mas era
bastante grosso e tinha um aspecto delicioso.
Quando
encarei o rapaz, ele continuava a sorrir abertamente.
-
Já vi que ficaste impressionado! – comentou
-
É assustador! – exclamei sem me conter – é lindo, mas assustador!
-
Com calma habituas-te! – disse pegando-me na mão e fazendo-me agarrá-lo
A
minha mão mal o conseguia rodear.
-
Não sei como é que vou conseguir aguentá-lo! – exclamei de olhos fixos naquele sexo
enorme, enquanto o massajava suavemente
-
Com calma! – ouvi o rapaz dizer – vou-te alargando aos poucos até aguentares
bem…
-
Vou ficar com o cu do tamanho do túnel do Rossio! – bradei sentindo realmente
um bocado de medo
Ouvi
uma gargalhada. O rapaz agarrou-me e voltou a empurrar-me contra a parede.
-
Ordinário! – censurou a rir – isso é uma frase que só se desculpa num bronco
como eu, não num gajo fino como tu!
-
Desculpa!
-
Só me dás mais tusa a falar assim! – forçou a língua na minha boca uma vez mais
– gosto de um gajo educado, mas para foder gosto das coisas ditas como deve
ser!
-
Também eu! – respondi
-
Não tenhas medo! – fixou os olhos brilhantes nos meus, sorridente – estou com
tanta tusa que vou-me vir num instante!
Puxou-me
para si e fez força nos meus ombros para baixo… deixei-me ajoelhar à sua frente
e abri a boca, cheio de coragem e vontade… a verdade é que não consegui meter
na boca mais do que a enorme cabeça, mas o que não consegui em quantidade,
consegui com o entusiasmo e a excitação de ter um sexo daquele tamanho na minha
mão e na minha boca. Sorvi-o com vontade e vi o tipo de olhos fechados, com uma
expressão de quem estava a ter prazer com aquilo que eu lhe estava a fazer.
Apliquei-me
em dar-lhe prazer … eu sabia o que estava a fazer e sabia muito bem como dar gozo
a um homem… percebi perfeitamente que estava a ter sucesso porque ele começou a
gemer.
-
Isso… gostas mesmo de chupar um bom pau… isso…
Apoiou-se
na parede com uma mão e com a outra segurava-me a cabeça… estávamos a mover-nos
ao mesmo ritmo.
-
Tu sabes mamar, caralho! – afirmou com um gemido quando eu consegui aumentar o
ritmo – isso… chupa com força que eu vou-me vir… chupa… força… força… foda-se,
não aguento mais…
Mal
tive tempo de o retirar da boca quando ele começou a jorrar fortes jatos de
esperma contra a minha cara… vi-o de olhos fechados, estremecento e logo depois com um enorme sorriso de
prazer perfeitamente espelhado na sua face. Quando parou e me fixou, sorriu
novamente, ainda arfando.
-
És um belo broche, meu! – disse antes de se ajoelhar à minha frente e passar a
língua pela minha face, apanhando o esperma que lançara aí e o que entretanto
escorrera para o meu peito – gostaste? – perguntou quando voltou a levantar-se
e me puxou consigo
-
Estás a brincar? Adorei! – foi a minha resposta sincera… não comentei que já me
doía o maxilar
-
Também eu! – continuou a sorrir – eu sou um bocado ordinário quando estou a
foder!
-
Já vi que sim! – sorri também – eu gosto disso!
-
Gostas, a sério? – os seus olhos brilharam – estás-me a sair melhor que a
encomenda!
-
Tenho cara de demasiado atinadinho? É isso? – provoquei
-
Um bocado… tens um aspecto fino e educado…
-
Uma coisa é o dia a dia… outra é quando estou excitado e com um macho super
atraente à minha frente!
O
seu sorriso mostrou-me que o elogio o tinha atingido em cheio. Fora a frase
certa no momento certo.
-
Gostaste do teu macho?
-
E ainda precisas de perguntar? – passei as mãos pelo seu peito rijo e
beijei-lhe os lábios suavemente
-
Fazes-me sentir bem, meu! – comentou
-
Nem eu quero outra coisa!
-
Vamos para a praia?
-
Vamos!
Saímos
da casa, atravessamos o caminho onde estava o carro e subimos por entre as
árvores até ao topo das dunas e depois atravessámo-las lentamente. Foram mais
de duzentos metros até acabarem as dunas e eu ver a praia e o mar.
-
Anda para este lado… eu gosto de ficar ali! – pegou-me na mão e avançámos para
um grande arbusto
Instalámo-nos
entre esse arbusto e uma rocha… era um sítio abrigado da aragem, escondido das
vistas indiscretas… um local perfeito para se passar uma tarde em que a
temperatura não estava assim tão quente como isso e para se estar completamente
nu com um homem que parecia ser uma delícia.
-
Gosto da maneira como me olhas! – disse o rapaz a sorrir depois de se ter
despido completamente
Sorri
também. Ficara vidrado no seu sexo largo. Não era completamente redondo, era do tipo achatado e tinha três dedos de largura... eu nunca vira nada assim.
-
Nunca tinha encontrado um gajo que fosse giro, atraente, podre de bom e que
tivesse um pau delicioso como tu!
Ele
veio ter comigo e abraçou-me, dando-me um beijo rápido.
-
Estás a gostar de mim, é?
- Acho-te deslumbrante! –
confessei com sinceridade
Todo
o conjunto era realmente delicioso, a cara, o tronco, as pernas e o rolo que
tinha entre elas… juntando isso à sua postura de macho, de garanhão, eu só podia
estar como estava… ele era realmente a minha cara.
-
Gosto da maneira como dizes as coisas… fazes-me sentir bem… eu andava a
precisar de encontrar um gajo assim! – voltou a beijar-me enquanto me
desapertava as calças – se queres saber, também estou a gostar bué de ti!
Foda-se! – exclamou quando me virara para me ver o traseiro – tens um belo cu!
-
Gostas? – sorri
-
É o que eu mais gosto num gajo… e tu tens um cu que só dá vontade de comer!
-
Não sei se te aguento, mas raios me partam se não vou tentar!
Ele
riu-se, puxando-me para as toalhas já estendidas… fiquei apoiado no seu
delicioso peito.
-
Tens de esperar um bocado, guloso… não sou nenhuma máquina!
-
Eu espero! Vou-me mentalizando…
-
Eu sou um bronco um bocado bruto e ordinário, mas sou meiguinho…
-
Acredito perfeitamente! – respondi-lhe imediatamente
-
Ainda bem! Eu sei que te vou magoar quando te foder, mas vai ser só até tu
alargares e teres o cu do tamanho certo para mim!
-
Isso quer dizer que vais querer repetir! – sorri provocador
-
Achas que não?
-
Não sei!
-
Não queres? – fixou os olhos em mim apreensivo – não me digas que curtes hoje
comigo e amanhã já não me conheces!?
-
Parece-te isso?
-
Agora sou eu que não sei… sabes que estou a adorar estar aqui nu a curtir
contigo?
-
Eu nem se fala!
-
Havia de ter sido apanhado há mais tempo! – riu-se
-
Ter sido apanhado?
-
Pela mulher do meu patrão…
-
Ah… pensei que estivesses triste! – comentei
-
No sábado, quando saí do restaurante, estava furioso! – explicou – no domingo também…
esta semana estive triste… mas hoje estou aqui contigo e acho que devia ter
sido há mais tempo!
-
A sério? – fixei-o nos olhos, mas ele pareceu sincero – gostei muito de ouvir
isso!
-
Porque é que havia de mentir?
-
Não sei… ainda não te conheço!
-
Mas vais conhecer… ou não queres?
-
Quero muito! – disse sentindo aquilo mesmo a sério
-
Ontem passei o dia fechado em casa a fumar charros… ainda bem que hoje decidi
sair, deu para te conhecer!
-
A fumar charros! – sorri
-
Para relaxar… tu fumas?
-
Há muito tempo que não!
-
Queres que faça um?
-
Agora não devo aguentar nada… e depois tenho de conduzir!
-
Dá bem tempo! – riu-se enquanto se sentava a abria a mochila – não sais daqui
sem eu te comer!
-
Prometes?
-
Podes apostar que prometo!
Dois
minutos depois estávamos a fumar… por mim dei algumas passas, mas não me
estiquei muito pois não sabia o efeito que iria provocar em mim.
Cinco
minutos depois já flutuava. Sentia-me meio dormente, mas os meus sentidos
estavam absolutamente apurados… sentia a brisa a passar à nossa volta, cada
aragem que penetrava na cova onde estávamos estendidos; ouvia deliciado as
ondas a rebentarem na praia, o som das conversas das pessoas que passeavam à
beira mar e os gritos histéricos das gaivotas; sentia o calor do sol a
percorrer-me o corpo à frente e o calor do peito do tipo nas costas. O mundo
era maravilhoso naquele momento.
-
Isto é a vida perfeita para mim! – ouvi
-
O quê? – perguntei, desviando o olhar duma nuvem que se parecia imenso com o
caniche da minha tia Luísa
-
Estar estendido na praia, nu, com um gajo ao meu lado que está nu também,
fumado e sem nada que fazer!
Ri-me.
-
Podes crer!
-
Também estavas a pensar nisso?
-
Por acaso não… já me ocorreu, mas estava a pensar que nem sei o teu nome!
-
É verdade! – apoiou-se no cotovelo, de lado, olhando-me com um sorriso
provocador – agora que penso nisso… parece-me um bocado de puta ajoelhares-te à
frente do primeiro gajo que te aparece, abrires-lhe as calças, sacares-lhe o
pau e mamares no gajo até ele se vir na tua cara… e nem o nome dele saberes!
-
Que forma horrível de dizer isso! – bradei fingindo-me chocado antes de sorrir
também por perceber que ele estava a provocar
-
Eu avisei-te que era ordinário!
-
Eu sei… eu gosto! – continuei a sorrir – mas ficas já a saber que fiz isto
contigo… tive sorte que o primeiro gajo que me apareceu à frente foi um macho
bonito, com um corpo fantástico e um pau de sonho!
-
Se fosse outro gajo não te entregavas a ele?
-
Depende, não sei… só sei que quis estar contigo assim que te pus a vista em
cima!
-
Pensei que não andasses à procura de macho! – continuou a provocar
Tinha
de lhe dar agora para se por a filosofar.
-
Eu não ando exactamente à procura de namorado! – expliquei concentrando-me – agora
de macho ando sempre… depois logo se vê se o macho se transforma em namorado ou
não!
-
Estou a ver… e queres que eu seja o teu macho?
-
Muito!
Sorriu, avançando sobre
mim e beijando-me os lábios. Fixou os seus olhos nos meus.
-
Então eu sou o Vasco… e sou o teu macho!
-
Muito prazer, Vasco meu macho… eu sou o André!
Ele
soltou uma gargalhada.
-
Estou mesmo a gostar de ti, meu… quero estar contigo mais vezes!
-
Também eu!
-
Fazes-me sentir bem!
-
Isso é a pedrada com que já estás!
-
Olha quem fala! – riu-se outra vez – mas não é só a pedrada, estou mesmo a
sentir-me bem contigo e a gostar de ti… és simpático, és educado, és um gajo
fino, acho-te bonito, gosto do teu corpo, e és fêmea comigo… quero ser o teu
homem!
-
Bem… isso é não perder tempo!
-
Eu disse que não gostava de perder tempo… qual é o problema? Eu não tenho homem
e tu também não, eu gosto de ti e tu de mim, gosto de cu e estou doido com o
teu e tu gostas de pau e achas que o meu é de sonho… o que é que falta?
-
Eu não vou aguentar contigo!
-
Não gostas de levar no cu?
-
Vasco! – exclamei… não estava mesmo nada habituado àquele discurso
-
Gostas ou não gostas? – tornou parecendo impaciente
-
Gosto, mas não sei se te aguento!
-
E achas que eu não sei isso? Sei bem o pau que tenho… vou-te alargando o cu até
conseguires aguentar bem… disseste que querias tentar!
-
Quero!
-
Então, foda-se… qual é a dúvida… estou-te a dizer que quero ser o teu homem,
qual é o teu problema? Porque é que me estás a recusar?
-
Eu não te estou a recusar!
-
Ah não?
-
Nisto vamos ter de ir com mais calma… eu sinto-me muito atraído por ti, quero
que sejas o meu macho, mas é preciso mais que compatibilidade na cama, mais que
atração física… vamos com calma e vemos o que acontece… temos de ver se nos
damos mesmo bem... tu saíste agora de uma relação e estás fragilizado… não
quero que te entregues ao primeiro gajo que te aparecer… eu não mereço começar
a gostar de ti e levar com os pés daqui as uns tempos!
-
Então eu sou o garoto que não sabe aquilo que quer, é isso?
-
Não… és o garoto que me disse que só teve um homem na vida e que, agora que é
livre, vai acabar por querer experimentar coisas novas!
-
Yah… quero-te experimentar a ti… tive um cota e agora quero um gajo mais da
minha idade… que seja mais velho que eu, que é o que eu gosto, mas pouco… como
tu… também te disse que não gosto de
andar por aí a foder com todos, gosto de ter um gajo que seja meu, a quem eu
possa abrir as pernas e foder-lhe o cu à confiança, sabendo que só eu é que lá
entro!
-
Mas não precisamos de ser namorados para teres isso!
-
Eu sei… eu… eu só quero poder dizer… «aquele homem é meu»!
-
Possessivo! – sorri – mas isso podes dizer! – virei-me e abracei-o – eu
prometo-te que o meu cu é só teu… és tu o meu macho e eu abro as pernas para ti
sempre que quiseres… mas isso também significa que o pau fabuloso que tens aí é
só para mim, só vai entrar na minha boca e só vai entrar no meu cu!
-
Prometo! – exclamou com os olhos a brilhar – foda-se… estás-me a dar uma tusa do
caralho outra vez! – meteu a mão entre os nossos corpos para agarrar o meu sexo
e o sentir tão duro como estava o seu – abres as pernas para o teu macho? –
sorriu ao ver a minha expressão – eu vou ser meiguinho contigo, prometo… quero
estar dentro de ti!
Empurrou-me
para trás e fez-me virar para ficar de peito na tolha… senti-o em cima de mim,
roçando o seu corpo duro nas minhas costas durante um momento… depois retirou-se
e senti as suas mãos a afastarem-me as nádegas… soltei um gemido de gozo quando
senti a sua língua a brincar com o meu buraco e, logo depois, a forçar a
entrada… tomei nota que teria de estar com ele, sempre de banho tomado.
-
Adoro o teu cu! – ouvi-o gemer enquanto a sua lingua lhe tocava, frenética…
senti-o subir pelas minhas costas para murmurar-me ao ouvido – eu sou doido por
um cu de um homem… e o teu dá-me uma tusa que me sinto a rebentar… é delicioso
e já está grandinho!
-
É todo teu! – exclamei excitadíssimo com o seu toque
-
Vai ser, sim… vou entrar agora… relaxa!
Aquilo
era mais fácil de dizer do que fazer… não consegui conter um grito abafado
quando o senti a forçar a entrada… é certo que eu já não era exatamente virgem, já não o
era há muito tempo, mas nunca tivera um homem daquele tamanho. Nem sei
descrever bem o que senti… foi simultâneamente doloroso, mas também delicioso
sentir aquele monumento a forçar a entrada, senti-me perfeitamente a abrir para
ele, os meus músculos a serem obrigados a relaxar para o receber. Mas ele foi
realmente cuidadoso, teve sempre a atenção de entrar aos poucos, vi bem que
tinha experiência.
-
Quando não aguentares mais avisa!
-
Pára aí! – gemi imediatamente pois ele estava tentar ultrapassar o limite do que eu conseguia receber
-
Nada mau! – exclamou começando a mover-se lentamente – estás a aguentar mais e
melhor do que eu estava à espera!
Seguiram-me
minutos de absoluta loucura… sentir aquele corpo másculo contra o meu, sentir a
sua respiração ofegante no meu pescoço, ouvir os seus gemidos de prazer e,
claro, sentir aquele colosso a mover-se dentro de mim, deslizando lentamente,
avançando e recuando… tive momentos de dor, mas foram bem menos do que eu
estava à espera… a passa devia ter-me anestesiado porque enterrei a cara na
toalha e apenas me concentrei em gozar o colosso... foi isso que aconteceu até
ao momento em que ele acelerou um minuto e mergulhou a cara no meu pescoço, num
longo gemido abafado.
-
Tens de sair, Vasco, não te aguento mais! – acabei por ter de dizer
Foi
um imenso alívio quando ele se retirou… um alívio tremendo e um prazer tão
grande que perdi o controlo e ejaculei também… nunca me tinha acontecido aquilo
antes, mas foi automático e incontrolável, nem tive de me tocar.
-
Também te vieste!? – sorriu o rapaz ao perceber o que acontecera
-
Foi fantástico! – exclamei com um suspiro cansado e confuso
-
Ainda bem que gostaste! – sorriu enquanto tirava o preservativo
-
Estás a brincar? Foi maravilhoso!
-
Gostaste do teu macho?
-
Adorei! – sorri-lhe – ainda foi melhor do que eu estava à espera!
-
Para mim também! – sorriu colando-se a mim… quero mesmo ser o teu homem!
-
Tu és o meu homem! – sorri-lhe também
-
Mas quero ser o único… quero o teu cu só para mim… quero namorar contigo!
-
És mesmo possessivo!
-
Isso sou! – admitiu – possessivo e ciumento… eu sou o macho e o que é meu é
meu… mas não sou daqueles que andam a mijar fora do penico… sou possessivo, mas
também não me meto com outros gajos!
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